segunda-feira, 24 de julho de 2017

Para que transformar a birra do seu filho na sua?

Aaaaaaaaa... Birras! Quais as piores? Dos adultos ou das crianças? Tem receita pronta para passar por isso? Vem cá gente... tem não. Mas olha... nem tudo está perdido. Existe uma forma que ameniza. Mas você tem que estar disposto, anima? Então vamos lá!

Como anda a sua comunicação? (Ah... que preguiça... lá vem ela com esse papo de coach...) Cara, é sério! Como você anda se comunicando com você mesma? Como você anda se comunicando com o mundo? Você está contendo o que sente, ou está tentando entender o porquê sente? Está agindo para resolver os motivos ao invés de mascara-los com algum tipo de compensação na sua vida? Você conversa sobre seus sentimentos com outras pessoas? Você sabe realmente como você se sente hoje? Clareza é fundamental para começarmos a falar sobre birras. Porque a birra nada mais é do que você não ter clareza do que sente e do que vai fazer com aquele sentimento. E convenhamos se nem você tem essa clareza, quer exigir isso dos seus filhos de que forma amiga? Eles estão começando agora a se conhecerem, em alguns casos descobriram que são pessoas separadas de suas mães recentemente. Como você quer exigir controle de alguém nessa fase? Até você que já passou por ela há anos ainda se confunde... o que dirá seu filho.

Ah... mas então é pra eu desisti e partir pra porrada? Por que foi assim que eu aprendi. Porque na minha época... blá, blá, blá... por causa da sua época você tá assim hoje. Será que resolveu mesmo? Bom... sem desespero, eu disse que era preciso disposição, lembra? Vamos lá. Vou passar aqui 5 passos que aprendi lendo alguns livros (sim, é preciso estudar sobre esse assunto assim como qualquer outro no qual você precise melhorar, ok?). São eles:


1 - Diante de uma situação de birra, pare por um momento para não se envolver na situação.

Observe o que está acontecendo e tente entender o motivo da criança. Respire e tenha paciência. (tenho um exercício ótimo de respiração aqui para você, pode ensiná-lo para sua criança também. Adaptado aqui funciona.) Acalme-se e tenha consciência de que você precisa se distanciar emocionalmente dessa situação. Por favor, desapegue do medo de alguém estar olhando e te julgando. A vida é sua, quem precisa resolver é você e não interessa se alguém age de maneira diferente numa situação assim. Entenda que nesse momento é você e seu filho. Ignore tudo o que tiver em volta. Foque no seu filho, preste atenção nele. É ele que precisa de você, da sua atenção, dedicação, do seu auxílio e não você precisa da opinião de ninguém. E se a criança tiver nervosa a ponto de bater em alguém ou em si mesma contenha-a. Dê um abraço de urso firme, sem machucar e com carinho tente acalmá-la. Lembre-se o quão difícil é lidar com nossos sentimentos e o quanto precisamos treinar para sabermos lidar com eles da melhor maneira. Se ela estiver gritando fale bem mais baixo para que a criança pare de gritar e te escute.


2 - Saiba lidar com os seus sentimentos e com os sentimentos do seu filho.

Quando você estiver calma, identifique o seu sentimento diante daquela situação e pense no que precisa fazer para controlar-se e não passar para o seu filho o que você está sentindo. Lembre-se! O foco é a criança e não você. É ela que precisa de você e não o contrário. Feito isso, identifique o sentimento que ela está sentindo. Na maioria das vezes a criança ainda não conhece o sentimento, mas isso não a impede de senti-lo. Imagina a confusão que isso causa? Olhando por esse lado dá para entender as explosões e o quanto é difícil controlar, não é? Depois que a criança estiver calma, nomeie o sentimento, comunique-se com a ela, para que seja feita a validação. É preciso contextualizar o sentimento, explicar o porquê dela estar sentindo aquilo. Diga que é normal ela se sentir assim diante daquela situação de conflito. E dê nome aos sentimentos, seja clara, repita várias vezes para que a criança entenda se preciso for, converse com ela.


3 - Corrija e pontue o comportamento.

Educação positiva não é permissiva! Isso precisa estar claro. Não é porque você não bateu, nem gritou com a criança que você permitiu que ela fizesse o que queria. E esteja atenta: não é porque ela não parou de fazer o que você mandou logo em seguida que ela não te respeita, ok? Estamos falando aqui de assimilação de conceitos. E para isso é preciso treino. É um processo gradual. Tenha paciência. Você não está sendo permissiva, está apenas treinando a sua criança, fazendo com que ela se entenda melhor para conhecer seus limites e para saber lidar com eles respeitando a si mesma e a seus pais. Diante dessa consciência diga a ela o que ela fez e o que você não gostou naquela situação, o que ela não deve fazer novamente e o porquê.


4 - Aja e combine o que for necessário.

Depois da conscientização da criança sobre a melhor maneira de agir diante de uma situação como essa, combine o que ela vai fazer se isso acontecer novamente. Pergunte a ela o porquê dela precisar agir assim e peça para que ela nomeie o sentimento que acabou de sentir e explique qual a maneira de se controlar diante desse sentimento. Modifique o contexto se for necessário, reverta a situação de forma a criança ficar no lugar das outras pessoas envolvidas (a outra criança, ou adulto). Se a situação necessitar de um pedido de desculpas, faça-a entender o porquê para que ela consiga pedir desculpas.


5 - Fortaleça a relação de confiança entre vocês.

Como encontrar conforto numa situação desagradável? Sentindo segurança e a segurança é pautada na confiança. A relação entre pais e filhos precisa ser pautada pela confiança. Depois de uma situação dessa onde a insegurança impera por não haver conhecimento sobre os sentimentos mesmo sentindo aquele turbilhão de coisas dentro dela, a criança precisa se sentir segura, ela precisa confiar em você porque você é o exemplo dela nessa vida. Apesar de eu ter certeza que ela te ensina uma coisa nova todos os dias, você tem mais experiência, e por esse motivo ela espera que você tenha mais sabedoria que ela e por isso se espelha tanto em você. Confie no seu amor por ela e fortaleça a relação de confiança entre vocês.


Putz... Difícil fazer isso, heim Kika? Você não sabe da minha vida, dos meus problemas. Não sabe do meu nível de estresse. Não sabe das dificuldades que estou passando, nem da falta de tempo que eu tenho. É verdade. Eu não sei nada sobre você. E em lugar nenhum disse que seria fácil ou que não te daria trabalho... Mas eu sei que você ama seu filho, sei que você quer o melhor para ele, que daria sua vida por ele e por isso mesmo eu te pergunto se não vale o esforço de seguir o que está escrito aqui. De se tornar uma pessoa melhor. Que dá trabalho eu sei. Eu tenho uma filha de 2 anos. :) Mas o que posso lhe dizer é que a cada dia que passa tenho menos trabalho com esses conflitos, porque desde que comecei a usar esses 5 passos as birras por aqui acontecem com menos frequência. E aí? Vai tentar ou não? Depois vem me contar como está sendo por aí.

Até a próxima!




Kika Moreira
Empreendedora materna, engenheira por formação, coaching por vocação, fada madrinha de sonhos. Auxilia pessoas a alcançarem seus sonhos e objetivos de forma mais eficaz tornando-as quem precisam ser para atingirem o que desejam transformando seus sonhos em realidade. 
Instagram: @coachkikamoreira







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