terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Páscoa Encantadora na Rede Tauá de Resorts

Pascoa Iluminada do Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá
No ultimo dia 14, a Rede Tauá lançou oficialmente  a 5º edição da Páscoa Iluminada com atrações incríveis, o evento se consolida como maior evento temático de Páscoa no Brasil. Serão quatro emocionantes espetáculos lúdicos com bastante música, teatro e tecnologia.
De 2 a 8 de abril, o Tauá Grande Hotel e Termas Araxá se transformará na maior tela do País e o castelo será um reino fantástico onde crianças e adultos se encantarão com as histórias da vida de Cristo em “Jesus: paixão, vida e Luz”, principal espetáculo do festival, além do “Baile da Beja”, “Páscoa Lago Show: do caos ao cosmos”, “Paixão de Cristo: um Cordel no Sertão” e a conhecida e cheia de fantasia “Vila do Coelhinho”.

As diárias para dois adultos, com pensão completa, podem ser reservadas a partir de R$ 854,00, em apartamento superior, com cortesia para duas crianças de até 8 anos, no mesmo apartamento. Para o feriado da Semana Santa, o pacote com três noites, nas mesmas condições, sai por R$ 3.949,95. 

Páscoa Solidária


De segunda à quinta-feira, os Araxaenses podem adquirir ingressos através da doação de um quilo de alimento ou ração. O objetivo é bater recorde de donativos para as instituições sociais da cidade, e de ração para os animais que foram adotados pelo complexo do Barreiro - ação realizada em parceria com a ONG Amo Peludinhos. As doações, alimentos não perecíveis ou ração animal, podem ser trocadas por ingressos nos supermercados Barbosão e Megamix. Às sextas e sábados, os ingressos custam R$ 20,00 reais para Araxaenses e, todos dos dias, R$ 40,00 para turistas e visitantes. Os hóspedes que doarem um ovo de Páscoa ganharam cortesia para duas crianças de até 12 anos.

E não é só a Páscoa Iluminada Araxá que garantirá a alegria de crianças carentes. No feriado da Semana Santa, a campanha de arrecadação de ovos de Páscoa da Rede Tauá valerá para todos os resorts. Famílias que doarem um ovo de Páscoa nº 15 ganharão cortesia para duas crianças de até 12 anos, no mesmo apartamento dos pais. Todos os ovos arrecadados serão entregues, com festa e pelo Coelho, para crianças que moram em instituições sociais das respectivas cidades aonde a rede opera: Atibaia (SP), Araxá (Triângulo Mineiro) e Caeté (na grande BH). E mais, reservas feitas até esta quinta-feira (22) terão 15% de desconto sobre os valores dos pacotes para o feriado.

Tauá Hotel Convention Atibáia
Na programação do Tauá Atibaia e do Tauá Caeté haverá a tradicional “Parada de Páscoa”. O espetáculo “Aonde está o Coelhinho”, sucesso nas edições anteriores da “Páscoa Iluminada Araxá”, irá emocionar os hóspedes paulistas. Enquanto isso, as famílias que escolherem o Tauá Caeté irão se surpreender com uma nova peça, ainda surpresa.  O personagem favorito, o coelho, estará presente em todos os hotéis, claro. 

Tauá Resort Caeté
Os valores dos pacotes consideram as três noites do Feriado da Semana Santa (29 de março a 1º de abril), para dois adultos, com pensão completa. O Tauá Atibaia e o Tauá Araxá oferecem gratuidade para duas crianças de até 8 anos. No Tauá Caeté, a gratuidade é para duas crianças de até 6 anos, sempre no mesmo apartamento dos pais.

§  Tauá Caeté: R$ R$ 3.464,00 (apartamento standard, pensão completa, bebidas à parte);

§  Tauá Araxá: R$ R$ 4.182,00 (apartamento superior, pensão completa, bebidas à parte);  

§  Tauá Atibaia: R$ R$ 4.638,00 (apartamento superior, pensão completa, com bebidas não alcoólicas durantes as refeições);

§  Alegro Hotel: valor para dois adultos, em apartamento Standard, com café da manhã, R$ 750,00.

Mais informações e reservas em www.taua.com.br ou (34)3669-7020.

Nós do Uai Mãe estaremos lá em Araxá mostrando um pouquinho de tudo o que acontece na Páscoa Iluminada de 2018. Fiquem ligados! 

Área de Lazer do Alegro Hotel by Tauá
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A chegada dos primeiros dentinhos



É por volta dos seis meses que aparecem os primeiros dentinhos

O nascimento dos dentes, embora bastante comemorado pelos pais e familiares, é um período com muito incômodo para o bebê.

Assim que os dentes rompem as gengivas, a criança começa a sentir coceiras pelo corpo, agitação durante o sono, salivação aumentada, febre baixa (37,5 graus no máximo).

Porém a febre ou infecção pulmonar não estão relacionadas com o nascimento dos dentinhos, podendo aparecer por coincidência na mesma época.

A diarreia pode ocorrer pois as fibras nervosas da gengiva acabam estimulando as fibras do intestino.

O bebê costuma chorar e ficar bastante irritado.

Mas não se preocupe, esses sintomas  costumam desaparecer em quatro dias.

Na maioria das vezes, a febre passa até mesmo despercebida.

Em condições normais, não é recomendado oferecer analgésicos para o bebê nem remédios para diarreia, pois ela tende a desaparecer rapidamente.

Caso o problema persista, os pais devem consultar o pediatra.

Uma tentativa de melhorar o mal-estar é oferecer para o bebê,mordedores devidamente esterilizados e de preferência gelados.

Ajuda a aliviar o incômodo na gengiva do bebê, além de acalmá-lo.

A criança irá receber com  entusiasmo a novidade, pois com seis 6 meses, ela já está na fase oral e a coceira nos dentes a estimula ainda mais a levar tudo à boca.

Por isso,arme-se de paciência e bom humor.

Essa nova etapa deve ser vivida por você e seu bebê com tranquilidade e prazer!



Kenia Monteiro
Pós graduada  em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares
Gestora e responsável técnica da 
Mr.Clean Odontologia e Saúde
CROMG18498

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Onde foi que eu errei como pai e mãe?


 

Após o filho começar a andar e falar você se dá conta de que os primeiros meses de vida não foram nem de longe os mais difíceis.

Quando começam a se tornarem independentes, é que você percebe que num piscar de olhos a vida do seu filho pode estar em perigo e começam aí os momentos de tensão que vão se arrastar por muitos e muitos anos até eles crescerem e virarem adultos.

Duramente a vida vai testar você em cada fase do seu filho e você se perguntará:

 -Onde foi que eu errei?

Quando seu filho voltar da escolinha com um bilhete de que mordeu um coleguinha e você nunca ensinou aquilo pra ele você vai se perguntar:

-Onde foi que eu errei?

Quando seu filho de repente xingar um amigo ou um irmão utilizando um termo que você nunca ouviu ou comentou dentro de casa você vai se perguntar:

-Onde foi que eu errei?

Assim que nos primeiros passeios no Shopping após um dia divertido e aparentemente normal, a criança fizer birra porque quer um brinquedo que viu na vitrine e te deixar sem jeito na frente de todos, você pensará:

-Onde foi que eu errei?

E quando seu filho comentar na rua sobre alguma característica física de alguém em voz alta e te deixar com a cara no chão e com vontade de sair dali por teletransporte, você falará pra você:

-Onde foi que eu errei?
 

Muito disso tem a ver com as influências atuais de televisão, internet e todo o tipo de informação que não deveria ter chegado até seu filho e que muitas vezes não conseguimos medir o tipo de conteúdo e até mesmo bloquear caso não seja adequado para a idade. Com isso nossas crianças são bombardeadas todos os dias com todo o tipo de conteúdo e isso vai moldando de alguma forma alguns comportamento das crianças como falar gírias de um Youtuber famoso ou cantar aquela música que tem letra adulta, mas que pela melodia acaba atraindo os ouvindo dos pimpolhos.

A verdade é que nenhum pai ou mãe estarão prontos para lidar com todas as situações inusitadas que acontecerão no desenvolvimento do seu filho através de um processo normal de socialização e aprendizado através de sentimentos, emoções e erros ao experimentarem situações novas.

O que percebemos é que quem normalmente critica pais e mães ainda não tiveram oportunidades de experimentar essa vida maluca, maravilhosa e frustrante ao mesmo tempo, que é ter filhos.

Quem não se lembra daquele amigo ou amiga que comentou:

- "Ahhh se fosse meu filho não faria isso...", e anos depois você percebe que a paternidade e a maternidade se encarregam de mostrar que SIMMM!!! Seu filho fez e fará tudo que você falou que não faria.

Apesar de sabermos logicamente como agir em determinadas situações, quando o afeto e o amor estão envolvidos, o raciocínio lógico se perde em não saber exatamente como lidar com situações adversas quando o ator envolvido é seu filho.

A minha experiência com duas filhas, uma de quatro anos e outra de nove anos é que nós poderíamos sim ter sido melhores em determinadas situações, mas a vida não teria graça se existisse um manual de instruções para determinar como deveríamos agir e o que deveríamos falar com nossos filhos quando eles nos colocassem em saia-justa.

 
Por isso, continue se perguntando:

 -Onde foi que eu errei?

Porque essa com certeza é uma das atitudes mais dignas de um ser humano, que é sabermos olhar para dentro e nos perguntarmos onde podemos melhorar e como podemos nos melhorarmos como pais. A vida é feita de aprendizados mesmo e não se sinta um pai e mãe ruins por seu filho de vez em quando se comportar de maneira diferente do esperado por você, continue sendo o melhor do mundo para seus filhos e lembre-se sempre que um dia todos nós fomos crianças e também demos muito trabalho para os nossos pais.


ADAYLON BORGES
Nascido em Brasília, casado e pai de duas meninas, é apaixonado pela família e por tecnologia. É um Nerd por profissão e procura utilizar as tecnologias de forma positiva para auxiliar na educação das filhas e para impactar pessoas no mundo. Acredita que ser a cara do pai é mais que parecer fisicamente, onde o mais importante são os valores passados e o amor transmitido.
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O velho Senhor Resende, do 509


Desde garoto eu nunca quis ser pai. Não foi nenhum trauma, nenhum mal exemplo. É que eu queria uma vida simples, sabe? Queria a liberdade absoluta, do tipo em que você faz coisas estúpidas simplesmente porque pode fazer. Queria desfrutar da sensação de que, se eu quisesse, poderia simplesmente me mudar pra China. Morar sozinho num estúdio minúsculo, onde o cesto de roupa suja ficasse na porta, pra eu entrar pelado dentro de casa, dizer “Ramones!” e o som começar a tocar no 10. Chegar sozinho no aeroporto e escolher na hora para onde eu iria de férias, eu e minha mochila. Mandar pessoas à merda! Acordar sem saber onde eu estou! Nunca sair de casa sem meu skate! Gastar meu corpo até não sobrar nada pra enterrar.

Eu dizia que existiam só duas escolhas: A vida triste, com final feliz, que é a vida de casado e a vida feliz com final triste, a do solteiro. Porque quando se tem uma família, claro, as chances de se ter uma velhice feliz são muito maiores. Filhos, netos, amigos, uma companheira... Uma vida inteira de boas escolhas e sensatez. Agora, se eu concretizasse meu projeto de nunca ter filhos, eu provavelmente chegaria ao final sozinho, silencioso, até um tanto macabro. Quando eu aparecesse no condomínio, corcunda e carrancudo, as crianças todas correriam dizendo:

- Vejam só, é o velho Senhor Resende do 509! Fujam todos!

“Mas jovem Senhor Resende, não haveria de ter um meio termo? Eu não posso ser pai e ao mesmo tempo fazer tudo aquilo que me deixa contente, da mesma forma? Ora, eu não posso deixar a paternidade evitar que eu seja feliz! Com equilíbrio e responsabilidade dá pra fazer tudo e ter o melhor dos dois mundos! ”. Sim, você está certo. E não, você está errado. Talvez esteja certo, mas não pelo motivo pelo qual pensa estar. Uma vez eu escrevi que, apesar de ter gostado muito de ser pai, eu não recomendo a paternidade pra ninguém. Isso porque a paternidade não é algo que se recomende, como um filme ou um bom restaurante, eu disse. A paternidade é uma escolha que tem que partir do próprio indivíduo, porque não vale ser pai pela metade.

Não se enganem, a paternidade ativa requer, sim, muitas concessões. Você vai sacrificar muita coisa, vai se privar de muitas coisas que hoje você acha importante. A menos, é claro, que você escolha ser um ajudante da mamãe, ou um papai “selfie” como diria meu caro Marquinhos. Aí, é parecido com ser solteiro, mas com um salário menor e uma segunda mamãe, só que mais jovem e chata, mandando você largar o vídeo game e ir passar uma vassoura na casa. Se você abraçar a ideia de ser um pai praticante e pregador, alistado e diligente, você vai ter que fazer aquilo que as mulheres sempre fizeram quando se tornam mães: vai ter que mudar.

Quando a galera do escritório te chamar praquele happy hour “Top”, naquele barzinho “show” que fabrica a própria cerveja artesanal, você vai ter que recusar, porque precisa pegar teu filho na creche, fazer o jantar pra ele e pôr a roupa pra lavar. Nos finais de semana, você tinha um dia só pra você praticar teu esporte favorito ou ir pro clube tomar umas, mas agora você leva teu mais velho pra praticar o esporte dele no sábado.E leva junto o bebê, claro,porque ele ainda depende de você o tempo todo. Tuas viagens a trabalho precisam ser mais curtas e não pode mais passar o final de semana fora, porque não tem ninguém pra cuidar das crianças. Precisa bater agenda com a tua esposa, para ver quando são os compromissos de trabalho um do outro e não deixar coincidir, porque um de vocês precisa estar com eles. Você não poderá mais ir a lugares que não sejam adequados pras tuas crianças. A quantidade de compromissos vai aumentar e você vai usar teu tempo livre como um curinga, para acomodar os imprevistos e contratempos. Vai passar a se preocupar muito com dinheiro, porque não pode mais fazer besteiras nessa matéria. Terá menos tempo sozinho com a(o) companheira(o) e cada vez menos privacidade.

E aí, o tempo passa. Os dias viram anos, que viram décadas, que vão comendo a vida sem que a gente perceba ou sem que queiramos admitir. E de repente lá estamos nós, os velhos Senhores Resende, Barbosa, Martins, Santiago, Andrade, Oliveira... Estamos deitados numa cama, sozinhos com nossos pensamentos, cientes de que nossos dias já não se tornarão em outros anos. Do que lembramos com carinho? O que gostaríamos de viver de novo? Será que vamos lembrar das baladas em que dançamos? Das mulheres que tivemos por uma noite só? Do gosto das bebidas? Dos momentos que não dividimos com ninguém? Será que vamos realmente entender como sacrifícios tudo que fizemos pelos nossos filhos, por nossas esposas, por nossa família? Será que vamos nos arrepender das noites em claro cuidando do filho doente, dos finais de semana de sol em que perdemos o futebol? Do que iremos lembrar nas horas derradeiras?

Eu sei dizer umas coisas de que vou me lembrar: Vou lembrar-me daquele aniversário de casamento em que ela estava grávida, sentada no chão da sala, pintando uma letra H de madeira para o quartinho do Bebê. Do dia em que ela deu à luz nos meus braços, quando eu cortei o cordão umbilical do meu filho e peguei na mãozinha dele pela primeira vez. Do dia em que ele andou primeiro e eu estava lá pra recebê-lo na outra ponta do corredor. Vou lembrar-me do primeiro presentinho no dia dos pais, recebido na porta da escolinha, com uma impressão da mãozinha dele em tinta guache. Das vezes em que eu cozinhei pra ela enquanto ela me olhava, de pé à porta da cozinha, me dizendo que eu era o melhor marido do mundo. Do som da risada dele, pedindo pra eu passar a barba no pescoço. Vou lembrar-me do dia em que ele me olhou, sorriu e pela primeira vez disse pra mim: “Ti amu papai!”.
Você vai ter que mudar, mas vai gostar muito disso. Você continuará sendo feliz, não porque conseguirá conciliar a paternidade com as coisas de que você gostava, mas porque vai gostar muito mais das novas coisas, até que as coisas antigas não vão mais te satisfazer. Você recusará os convites com alegria e ansiedade pra ir logo pra creche. Vai vibrar mais com os pontos marcados por ele no sábado, que com os que você costumava marcar. Vai recusar todos os lugares que não têm fraldário e parquinho por achar um absurdo! Vai pegar um voo de 4 horas na sexta e outro na segunda, só pelo prazer de estar com eles no fim de semana. E os teus momentos sozinhos com ela, tão raros, serão todos como uma festa, melhores que as baladas de uma vida inteira.

É, parece que não serei mais o velho Senhor Resende do 509. Por hora, estou adorando ser o Tio Carlos do 202.



CARLOS RESENDE
Engenheiro, tecnologista de materiais para construção, sou marido da Josy, padrasto do Bruno e Pai do Heitor. Todas estas funções me pegaram de surpresa e tive que me virar para fazer jus a cada uma delas. Principalmente esta última. Cara! Como é difícil esse negócio de ser Pai! Não posso dizer que não sabia, mas posso dizer que tem muita coisa que ainda não sei sobre isso. Mas eu vou acabar aprendendo, uma por uma, todas as manhas dessa profissão / sacerdócio / vício / pesada... E aí conto elas aqui. Por falar nisso, que legal esse espaço, não é? Finalmente um lugar para os Papais, entre tantos lugares para as Mamães. A gente se vê por aí!

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ele vai crescer... E eu já estou com saudade!


Tô exausta.

Passamos o dia na rua. Teve Bloquinho, teve centro, teve shopping. Teve pastel, teve batata frita e pra fechar a culpa com chave de ouro teve um pirulito dado pela atendente da padaria, que de tão educada, gentil e carinhosa todos os dias, deixei passar.

Tô morta. Uma criança de quase dois anos é um liquidificador sem tampa com vitamina de abacate dentro. E ligado. E ligado no modo turbo.

Você repete duzentas e trinta e oito vezes a mesma suplica, e vai ter que falar mais. Experimentar o mundo é tentador demais.

Pega confete do chão, coloca na boca. Persegue o cãozinho de rua, aquele que você não sabe se morde. Pega brinquedo de outra criança (afinal, os brinquedos dele mesmo não são nada legais).
Corre a praça toda. 4987 vezes em duas horas, deve ser um novo recorde mundial.

Chora porque quer água. Chora por que não quer água mais. Demorou muito e outra coisa do mundo chamou atenção.

A mãe ingênua foi de blusa branca, que agora tem manchas roxas de suco de uva, azuis de confete plus água e verde, melhor não perguntar de que.

Faz a primeira birra publica da vida. Me abaixo para dizer que ele não pode correr para a rua, afinal passam carros e é perigoso. Ele senta no chão, se dobra sobre o próprio corpo e entoa “nãoooo nãoooo nãooo” a plenos pulmões. Nem critico o drama, foi junto do meu dna. Me pego sem saber o que fazer. Espero, converso, acalento. Empatia por saber que ele ainda não sabe lidar com as próprias emoções.

Uma outra mãe mais a frente me olha complacente. É, não é fácil para nenhuma de nós.
Teve choro no carro, desenho animado no celular.

Andou de trenzinho no shopping. Teve ele me contando em sua língua própria como foi andar de trem com o papai.

Teve banho junto, teve abraço e aconchego.

Agora estamos os dois deitados. Ele dorme e sorri pra mim, enquanto eu olho seu rostinho tranquilo e suspiro.

Vai passar.

E eu já estou com saudade.
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