quinta-feira, 20 de setembro de 2018

As borboletas ativistas


Vai filha, aproveita bem seus cabelos ao vento, o rostinho gelado do fim de tarde. O sol vai se pondo e o ir e vir faz tudo isso passar mais lentamente.

Este ir e vir, o sorriso despretensioso e inocente que estes momentos de liberdade te proporcionam embelezam meu dia. Ah, como eu gostaria de ir com você! A sensação, a expectativa do subir, o friozinho na barriga do descer hoje me fazem uma falta...

Sabe o que é? Quando a gente cresce poucas coisas nos tiram o fôlego, fazem as asinhas das borboletas no estômago baterem e fazerem cócegas. As borboletas aos poucos vão morrendo e o sorriso leve e particular, daquele não dividido com ninguém, só nosso, rareando.

Aproveite enquanto não há preocupação com os olhos que julgam ou mesmo admiram. O melhor na vida é nos bastar, ser nossa melhor companhia. Quando crescemos, as opiniões alheias, tudo que nos rodeia nos importa e incomoda. Há tantos manuais e estatutos que passamos a não reparar no vento nos cabelos, na verdade, até nos incomodamos com ele, o prendemos na ânsia de segurar este desejo absurdo de ver beleza na simplicidade de um dia de sol novamente.

O dia a dia cheio de regras e responsabilidades, algumas inúteis como tentar agradar a todos, fazem as poucas borboletas que nos restam juntar as tralhas e irem embora, logo elas, ativistas, filiadas ao partido Pela Livre Felicidade não aguentariam tamanho disparante. Vão, inclusive, fazer passeata, queimar promessas de amores e amizades falsas em praça pública, vulgo meu estômago, em forma de protesto. Já sinto minha azia piorando.

Portanto, minha filha, aproveite enquanto sua azia não chega...
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Meu universo particular

Não, hoje eu não quero saber dos horários, das obrigações sociais, de quem tenho que convidar ou receber bem vestidinha com uma bela mesa de café da tarde só para agradar Deus-sabe-quem.

Nem quero ter a obrigação de sorrir para câmera nenhuma para agradar parentes e "amigos" que insistem em registrar as visitas longas e nada confortáveis, recheadas de muito pitaco e pouca empatia.

Deixa as minhas olheiras em paz, meu peso que, sinceramente, nem estou preocupada se voltará ao normal ou não. Me deixa quentinha aqui com minha camisola de flanela, eu só quero paz.

Deixa o silêncio reinar, deixa o cheirinho do meu café particular perfumar a casa. Me deixa comer sentada na cama enquanto amamento e deixo cair os farelos por todo o canto. Me deixa em paz que este silêncio me alimenta a alma, me aquieta o coração diante de um turbilhão que acontece dentro de mim.

Sei que a voz que reluto tanto para soltar, quando solta não quer mais calar, é sempre três tons acima do normal. Eu juro, não é minha intensão ser chata, histérica ou louca. Não é minha intensão chorar de tanto rir, segundos depois rir de nervoso e me desabar no choro.

Eu gostaria muito de sentir vontade de sair, ver gente, conversar e ser socialmente tolerável, mas não sou. E preciso não estar. Essa melancolia um dia vai passar e para passar, tenho que mergulhar por completo e me libertar da perfeição que alguns tentam me enfiar guela abaixo.

Faz parte de mim agora esta nova eu, tenho que me aceitar, me redescobrir mãe, me reinventar mulher e para isso, só estes momentos a sós comigo mesma, este meu universo particular para curar e ensinar qual caminho devo seguir.

Portanto, faça-me um favor: Me deixe aqui quietinha porque ouvindo minha respiração ritmada com o filho recém chegado que acabou de adormecer deitado no meu peito eu silencio um pouco esta minha loucura interna, eu ouço com um pouco mais de atenção meu coração.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

CRIANÇAS E BRINCAR DE ARMAS: OS PAIS DEVEM SE PREOCUPAR?

ATIREI O PAU NO GATO

Atirei o pau no gato, tô
Mas o gato, tô
Não morreu, reu, reu

Dona Chica, cá
‘Dmirou-se, se
Do berrô, do berrô
Que o gato deu!

Miau!!!

Meu sobrinho fez seis anos em 24/08 passado. Uma festinha para quinze amiguinhos da escola foi organizada com o carinho e dedicação esperados. A decoração simples e criativa atendeu em cheio o público alvo, as crianças adoraram. As atividades e brincadeiras logo foram iniciadas e, pra mais tarde, um teatrinho de fantoches estava programado. A festa teve seu início como previsto, crianças brincando, rindo e correndo de um lado pro outro.  Até que um onda de agressividade baixou sobre o ambiente e as criança entraram num processo de brincar de quebrar.  Os pais encapsulados em suas bolhas tecnológicas não viram, ou fizeram questão de não ver, que suas crianças, sem razão aparente, deram início a uma uma sucessão de ações deliberadamente destrutivas. O espetáculo que estava pra começar foi a vítima mais atingida. Sua estrutura de marionetes quase veio a baixo a ponto da equipe do teatrinho desmontar o palco rapidamente e chamar a atenção das crianças que simplesmente ignoravam.
Talvez tenha sido apenas coincidência, mas o fato é que meu sobrinho, João Gabriel, ganhou entre 15 presentes de aniversário, 15 armas de brinquedo. Minha cunhada ficou chocada com o desfecho da festinha, afinal eram de um lado, adultos desconectados do mundo real e do outro, um grupo de crianças que por alguma razão achou que o divertido seria quebrar, estragar o que a festa oferecia pra eles. Aí fica a pergunta: a que se deve isso?
Armas e o fomento a violência. Bom, sou pai de três filhos e pedagogo. É claro que somente isso não me qualifica, mas me deixa numa posição confortável para afirmar que crianças saudáveis ​​são facilmente seduzidas por brincadeiras violentas como polícia e ladrão, índios, guerras, lutas e tantas outras. Quem não se lembra do cruel estilingue?
Podemos, levar em consideração toda mídia e tecnologia que disponibiliza acesso a games, filmes e séries que frequentemente envolvem tiroteios e lutas. Então, não é surpresa que as crianças imitem a violência que observam.  Mas isso não significa que teremos um geração de sociopatas.
Brincar de armas e lutas é completamente normal. É comum os meninos brincarem em graus variados de agressividade. Por isso, a menos que seu filho tenha dado um passo além da conta e tenha machucado um colega intencionalmente, não há com que se preocupar., são apenas fases que devem ser acompanhadas de perto e tratadas com atenção e carinho.
Então, por que as crianças, especialmente os meninos, são atraídas por armas? É uma pergunta complicada, sem resposta fácil. Mas, uma resposta simples que me vem à mente é que as armas dão às crianças, a sensação de estarem à frente, sem que ninguém as controle. Veja, as crianças raramente estão no controle, sempre tem alguém fazendo sombra. São seus pais, professores, irmãos mais velhos e até vizinhos que exercem autoridade sobre eles. Fingir disparar uma arma satisfaz o desejo da criança de controlar alguma coisa.
Embora eu desencoraje fortemente que crianças recebam armas de brinquedo, eu também sugiro que não tentem  eliminar completamente esse objeto da vida delas. Se aparecer, o ideal é tratar o assunto com clareza e limites. O motivo é simples, isso é quase impossível! A imaginação das crianças é simplesmente forte demais para limitar e, por favor, não tentem: Um cabo de vassoura, uma colher de pau, um galho de árvore, na cabecinha fértil de criança, qualquer coisa pode virar uma espada ou uma arma de mentirinha. Ainda bem, viu!
Pesquisando na internet passei por uma educadora canadense, eu acho, que sugere a brincadeira de espadas. Ela explica que quando as crianças se envolvem em brincadeiras imaginativas, elas estão realmente contando histórias. Brincar de espada implica em uma certa nobreza. É que as histórias ligadas a lutas de espadas tem como pano de fundo atitudes nobres, como salvar a princesa, lutar por um ideal e outras razões que consideramos justificáveis. Já as histórias que possuem armas são mais agressivas.
De qualquer forma, o mais importante, é ao presenciar uma criança brincando de luta, espada ou qualquer brincadeira em que a primeira vista seja violenta,  pergunte a elas como é a brincadeira, converse, levante questões e se surpreendam-se  com suas respostas.
Crianças sempre tem muito a nos ensinar, não crie uma barreira achando que ela é uma página em branco e que você pode escrever tudo o que quiser que ela aceita. Não, não é assim. Escute, reflita e oriente se for preciso.
 Abraços e até a próxima.



PAULO CANARIM
Sou Paulo Canarim pai do Vinicius, Mariah e Nathália, pedagogo, contista e executivo do Nautilos Marketing Digital. 

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Lugar de pai é em casa


Sabe aquela história de que pai tem que trabalhar muito pra conseguir sustentar a casa? Se você acredita nisso, você foi enganado a vida toda e não se sinta culpado por isso, nós crescemos ouvindo que isso é ser pai, é ser o chefe da família. Mas ainda bem que as coisas mudam, nós temos chance de fazer diferente e hoje tenho certeza de que: Lugar de pai é em casa.

            Há muito tempo através de nossos avós, pais, tios, nós nos acostumamos a pensar que o homem precisa decidir o que será quando crescer, se médico, engenheiro ou advogado e as meninas se iriam conseguir casar e ter uma família com filhos. No momento em que nos deparamos com a vida adulta onde as preocupações passam a ser mais financeiras do que sentimentais, principalmente para nós homens que fomos treinados para ganhar dinheiro e ter sucesso na profissão, os valores de vida e família ficam distorcidos durante um tempo.

            Quando descobrimos que seremos pais, aí que a coisa fica um pouco pior, porque vem aqueles questionamentos: "Será que meu filho terá o conforto que ele precisa?", "Será que conseguirei colocar meu filho naquela creche?", "Será que conseguirei comprar aqueles brinquedos para o meu filho?". E aí de repente o pai decide fazer hora extra no trabalho com a mulher grávida para dar conta das despesas que vem pela frente.

            O primeiro erro durante a gestação é o pai mergulhar nas horas extras noite à dentro no trabalho, quando ali em caso inicia-se uma transformação, a geração de um novo ser que irá fazer parte do mundo em breve. E mesmo com a mulher empenhada na gravidez em aprender sobre cada mudança que está ocorrendo, o homem não tem tempo para abrir aquele link enviado pela mulher falando sobre os enjoos e sobre a semana exata que dará pra saber o sexo do bebê. Nada é mais importante nesse momento para o pai do que pensar em garantir o sustento da casa e assim lá se vão meses de trabalho duro.

            Após o nascimento do filho e passados os sufocos da rotina desgastante dos primeiros meses do bebê onde pai e mãe descobrem que a vida sem o filho já não é possível, essa nova vida dependerá de você pelos próximos anos de dedicação quase que exclusiva. Aquela necessidade de trabalhar mais e ganhar mais dinheiro começa a ser colocada em jogo e os questionamentos dos verdadeiros valores da vida começam a aparecer quando você se dá conta de que seu filho não está dando a mínima para o salário que você ganha, para o carro do ano que você comprou e pro conforto que você tenta proporcionar para a família todos os dias. O momento chave desse processo será quando você pai perguntar para seu filho o que ele gostaria de ganhar de presente e ele responderá:

 -Pai, eu queria que você brincasse comigo todo dia.

            Depois da descoberta de que pro seu filho o seu dinheiro não importava, que o seu carro não era legal porque o legal era andar a pé na rua, que seu filho te ama porque você faz cócegas todos os dias e não porque você bateu a meta no trabalho, você para e descobre que tudo que o pai precisava era estar presente e não ganhar dinheiro para o futuro, pois o bem mais valioso que você poderia produzir em toda a sua vida estava ali, era seu filho e nem o melhor trabalho do mundo te proporcionaria mais satisfação e realização que o seu filho. O que seu filho sempre precisará, você sempre poderá dar, mesmo nas maiores crises e nas piores fases da vida, ele só quer você e não o que você pode conquistar.
            Essa história ocorre em milhares de famílias por aí e que bom que podemos fazer diferente dos nossos avós e pais, nós podemos escolher sermos pais e mergulharmos nesse mundo que não mede poder aquisitivo nem cargo na empresa, só precisamos decidir sermos pais de verdade, porque ser pai é ser responsável por outro ser, é ser mais do que você próprio, é ser algo agora que perpetuará por décadas mesmo quando você não mais estiver por aqui para observar. Descobri o verdadeiro sentido da vida quando decidi ser pai e quando entendi que: Lugar de pai é em casa.


ADAYLON BORGES
Nascido em Brasília, casado e pai de duas meninas, é apaixonado pela família e por tecnologia. É um Nerd por profissão e procura utilizar as tecnologias de forma positiva para auxiliar na educação das filhas e para impactar pessoas no mundo. Acredita que ser a cara do pai é mais que parecer fisicamente, onde o mais importante são os valores passados e o amor transmitido.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A inocência perdida, junto com os significados


“The sorrow grows bigger when the sorrow is denied. I, only, know my mind. I am mine.”

É preciso ser inteiro, me foi dito. Ser um comigo mesmo. “Eu sou meu”, diz a música. Mas é muito difícil olhar para si e se reconhecer finalmente como é. É preciso dedicar um tempo a ser apenas triste, me disseram. “O sofrimento cresce, quando o sofrimento é negado”. Entretanto é sedutor buscar o alívio. É preciso assumir que sou o único motor de meus próprios resultados, me disseram. “Eu, somente, conheço a minha mente”. Mas as vezes parece que somos só passageiros na nave de nossas próprias vidas. E no processo de viver, tomamos decisões que nos excluem, aceitamos fatos que gostaríamos fossem falsos e aprendemos a existir lado a lado com a frustração.

Quando e como isso acontece? Veja só a criança. Ela é toda desejos. Ela só quer o quer e pega e se não deixam pegar ela grita. Ela chora e não se importa. Ela muda de ideia e está tudo bem. Em algum momento a gente inventa os limites, as fronteiras e começa a dizer não pra nós mesmos. A gente ainda chama isso de bom senso. Criamos um mundo do mutuamente exclusivo, do certo e do errado, uma prisão feita de decisões e certezas fingidas. Achamos termos aprendido a controlar nossos sentimentos, só para virarmos escravos das emoções. Criamos toda uma conjuntura que nos faz entristecer, depois criamos músicas pra combinar com a tristeza. E nos perguntamos: quando é que eu vou crescer? E na verdade o segredo era não ter nunca crescido.

E a esse ser malformado, imaturo e profundamente incompetente, quando pronto, nós damos o nome de pai. E colocamos nas mãos dele a missão de ensinar uma criança a deixar de ser criança, perpetuando esse ciclo criminoso, para continuar enchendo o mundo de garrafas de álcool, comprimidos para dormir e letras de blues. Não chore! Diz o homem que chora escondido todo dia. Deixe de besteiras! Diz o maior dos idiotas. Não diga mentiras! Diz o cara que não se lembra mais o que é ser honesto consigo mesmo. Você tem que ser alguém na vida! Diz o coitado que se sente um fracasso, mas faz cara de sucesso. E para ser o exemplo que quer dar, mas que na verdade não é, esse pobre homem finge ser o exemplo, ignorando sua própria essência, soterrando ela com múltiplos personagens, cada um mais elaborado e glamuroso. O grande profissional! O popular! O presidente da resenha! O intelectual! Todas frágeis construções que não sobrevivem ao segundo exame.

Quem foi que disse que para sermos bons pais temos que ser perfeitos, exemplares, heróis? Que história é essa de modelo moral, de “ponte sobre águas turbulentas” como cantou o infeliz e torturado Elvis? Porque não podemos apenas sermos humanos e mostrarmos aos nossos filhos que podem ser humanos também? Não há nada de mal em darmos apenas amor e deixarmos que eles saibam que, dentre todas as imperfeições, nada é mais imperfeito que o amor. Nunca se falha tanto, quando se age por amor e não há outra maneira segura de se agir nesse mundo. Não há maneira segura, nem fácil, nem certeira de se agir nesse mundo. Acho que deveríamos valorizar as falhas tanto como valorizamos as virtudes, quando ensinamos aos nossos filhos a lidar com esse mundo estranho em que vivemos. Eles precisam saber que vai doer. Eles têm que aprender a valorizar a capacidade tão humana de chorar, tal como valorizam o sorrir. Saber que vão falhar, mesmo tentando acertar e vão se arrepender e tentar de novo e errar de novo. Temos que aprender a ensinar sobre os sentimentos e isso significa não classifica-los bons ou ruins. Sentimentos são sentimentos e pronto. Todos eles vão tomar as rédeas da vida, em um momento ou outro e não tem nada de mal nisso.

No nosso mundo “adulto” o sorriso é como um certificado, uma chave mestra, um passe para o clube. Mas a melancolia recebe imediatamente o diagnóstico de problema. Fique triste por uma semana e todos os teus queridos farão de tudo para te tirar daquela tristeza. Porque ficar triste é ruim, segundo decretado, assim nos tornamos homens que escondem sua tristeza e fingem seus sorrisos. E ao virarmos as costas para essa parte tão importante de nossa personalidade, nos tornando pessoas aleijadas emocionalmente. E não se engane isso só torna a paternidade mais difícil. Seriamos pais muito melhores se fossemos completos. Se pudermos ser contentes conosco, assim como somos, teremos muito mais chances de ajudar aos nossos pequenos, de prepara-los ao menos.

Me disseram também que as vezes eu escrevo endereçando a mim mesmo. E isso não poderia ser uma verdade maior, já que neste momento não há exercício de hipocrisia mais descabido que estas linhas. Eu sou o cara que manda o filho mais novo parar de chorar, ainda com os olhos inchados. Sou o cara que da lição de moral ao mais velho enquanto tenta entender o que aconteceu com a minha vida. Sou o cara que criou centenas de personagens enquanto engordava um monstro preso no porão. Sou o cara dos fones de ouvido que só tocam blue moods. Então, por falta de moral para conselhos, revelo aqui apenas um desejo sincero: O de “desamadurecer”. Quero voltar a olhar para minhas emoções sem sentir medo delas, como fazia quando era criança, como meu filho pequenino ainda faz. E ao fazer isso, me tornar capaz de ensinar pra ele a nunca cair na armadilha desse medo.

“And the meanings it gets left behind. All the innocence lost at one time. Significancebehindtheeyes. There's no needtohide.”




CARLOS RESENDE
Engenheiro, tecnologista de materiais para construção, sou marido da Josy, padrasto do Bruno e Pai do Heitor. Todas estas funções me pegaram de surpresa e tive que me virar para fazer jus a cada uma delas. Principalmente esta última. Cara! Como é difícil esse negócio de ser Pai! Não posso dizer que não sabia, mas posso dizer que tem muita coisa que ainda não sei sobre isso. Mas eu vou acabar aprendendo, uma por uma, todas as manhas dessa profissão / sacerdócio / vício / pesada... E aí conto elas aqui. Por falar nisso, que legal esse espaço, não é? Finalmente um lugar para os Papais, entre tantos lugares para as Mamães. A gente se vê por aí!

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