sábado, 7 de julho de 2018

A Força de Pai



As tardes de sexta feira são sempre complicadas. Todos aqueles itens perdidos do “checklist” da semana são soprados para a tarde de sexta. Mas como a visita era desse amigo em especial, abri uma exceção e dediquei uma hora de ócio a conversar sobre o passado. Já na casa dos sessenta, esse colega de profissão já viu um bocado e viveu outro. Aquele dia ele preencheu nossa hora de papo falando de sua primeira infância, por acaso vivida na mesma vizinhança em que vivi a minha. Não se fala sobre esse assunto impunemente e ao cavar entre as camadas de emoções antigas, sedimentadas sobre cada lembrança, são comuns os olhos úmidos. Ele falou sobre seu pai, principalmente. Falou com gravidade, como quem admira verdadeiramente o esforço de alguém e reconhece o valor do amor recebido, um amor indissociável da luta.

Ora, eu estava me preparando pra gravar, pela primeira vez, para um “Podcast”: O “Força de Pai”. Logo, estava imerso há alguns dias no tema, no qual exploraríamos as dificuldades de se educar um filho nos dias de hoje. Um gago, que acabou de instalar um aparelho ortodôntico, pai de primeira viajem, ousaria falar em um microfone, sobre um tema do qual sabe tão pouco. Essa hora de conversa com meu velho amigo, portanto, veio bem a calhar. Eu precisava de um épico assim para tirar a neblina da auto importância, com um belo “splash” de humildade. Quem sou eu para falar de dificuldades? O que consigo enxergar em meio à minha longa lista de privilégios? Como rotular um mundo inteiro, se conheço pouco ou nada de tantas realidades alheias?

Trabalhar na construção civil me fez viajar. E viajando, vi o “mundo” de longe através da velocidade com que passa a beira da estrada. Muitas realidades. A realidade de quem tem tudo e a realidade de quem não tem nada. Passo naquela já tão familiar estradinha, lá no semiárido brasileiro e percebo que surgiu mais um acampamento daqueles que não têm nada. No entanto, eu vejo muito mais do que via há tão pouco tempo atrás, porque hoje eu tenho olhos de um pai.Não consigo evitar imaginar-me com meu filho no colo, dentro de um daqueles barracos de dez metros quadrados, feitos de nada além de rejeitos e sujeira, sentindo o peso do mundo em meus ombros. Como pensar no futuro, quando o próprio presente é um desafio impossível e você nada mais é que uma folhinha ao vento, rolando pelo chão seco? Mas ao final daquela estradinha, eu não estou sob uma daquelas lonas. Eu apenas escolho o ponto do meu filet, já tendo esquecido as imagens da viajem pregressa. Tenho todo o direito de olhar, sim, para as minhas dificuldades. Mas o respeito para com o próximo exige de mim, no mínimo, a solenidade de admitir as farturas da minha vida, principalmente da minha paternidade.

Minha paternidade, em tudo que tem de bom, é apenas o resultado do esforço e do amor de muitos que vieram antes de mim, de outros que seguraram a minha mão ao longo do caminho e de muita, muita sorte. Pouco ou quase nada é produto ou mérito meu. Os meus foram daqueles pais que se doaram inteiramente para os filhos, física e emocionalmente. Que atropelaram as adversidades com a única motivação de me ver chegar do outro lado. Além disso, tenho a sorte de ainda tê-los comigo e ter recebido dois irmãos incríveis, como um bônus. Meus professores e mentores me apresentaram a um caminho e a um jeito de caminhar que me levaram mais adiante, para além da órbita que prende a tantos de nós, filhos da periferia. E eu tive a sorte de encontrar justamente essas pessoas altruístas e competentes que viram em mim algo que eu mesmo não via. Meus tantos amigos sempre foram como uma grande cooperativa de carinho e apoio, uma junta de especialistas unidos para fazer a vida mais fácil de viver. E tenho a sorte absurda de eles sempre perdoarem as múltiplas demonstrações de que eu nunca os mereci. A pessoa que topou me transformar em pai, de tantas formas diferentes, soube abrir pra mim todas as portas, tem paciência com minhas falhas, incentiva meu esforço e segura minha mão quando eu escorrego. E tenho a sorte sobrenatural de ainda ter o amor dela e de poder fugir todo dia para o abrigo do seu abraço.

Então, porque ter medo se tenho o topo de uma montanha? Porque me sentir cansado, se tenho a maior das alavancas? Porque ficar triste se tenho a musica mais alegre? Todo o esforço que eu emprego no objetivo de ser Pai, de repente ficou pequeno, quando eu o comparo com a somatória das doações de tanta gente em cujos ombros eu me sustento. E fica ainda mais insignificante, quando me lembro do esforço enorme daqueles que não têm nada e mesmo assim conseguiram, já que correndo entre aqueles barracos de lona, lá na beira da estradinha, as crianças que vejo estão sempre sorrindo. O preço que os pais pagaram por aqueles sorrisos todos é um valor que talvez eu jamais conheça.

Meu amigo, somos todos apenas humanos, pobres criaturas tão atormentadas pela dúvida e tão temerosas do novo. Estamos à mercê do pessimismo. Então, a alegria da chegada de um filho pode ser facilmente turvada pela densa viscosidade das preocupações, caso comecemos a listar mentalmente nossas fraquezas, subestimando demais as nossas forças. É comum perder a dimensão do que é suficiente e, principalmente, do que é mais que suficiente. É sedutora a entrega à auto piedade, já que ela oferece uma cama quente, onde você é a maior das importâncias e merece, portanto, todo o perdão. Eu mesmo já experimentei esse esconderijo e, de vez em quando, dou minha passadinha por lá. Por isso, sei o grande desperdício que é. A força de um pai, às vezes é apenas uma questão de se reconhecer forte. E, acredite, nenhum homem é mais forte que um Pai.

Para o Filipe, caso positivo, caso não.


CARLOS RESENDE
Engenheiro, tecnologista de materiais para construção, sou marido da Josy, padrasto do Bruno e Pai do Heitor. Todas estas funções me pegaram de surpresa e tive que me virar para fazer jus a cada uma delas. Principalmente esta última. Cara! Como é difícil esse negócio de ser Pai! Não posso dizer que não sabia, mas posso dizer que tem muita coisa que ainda não sei sobre isso. Mas eu vou acabar aprendendo, uma por uma, todas as manhas dessa profissão / sacerdócio / vício / pesada... E aí conto elas aqui. Por falar nisso, que legal esse espaço, não é? Finalmente um lugar para os Papais, entre tantos lugares para as Mamães. A gente se vê por aí!

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Guardei o amor na carteira


Dias comuns são os mais surpreendentes, tenha a certeza.

Dias que passamos deitadas olhando o tédio caminhar bem na sua frente, - porque sim, ainda usufruo de dias com tédio mesmo com 3 crianças e um baby na barriga - podem acabar nos arrancando suspiros de agradecimento e felicidade.

Deitada, sentindo o bebê mexer, meu "tédio" favorito ultimamente, chega na beirada da cama, um certo menino magrelinho com cabelo enorme que já deveria ter sido cortado, eu sei. Trás debaixo do braço um lancheira térmica que ele transformara em "mochila de trabalho". Ele quer ser como eu e o pai somos, ainda admira cada detalhe nosso, coisa que aos poucos vai escasseando, até chegar à adolescência quando, imagino eu, não serviremos para nada, pelo menos aos olhos deles. 
Chega de mansinho, mostra o celular inventado com bloquinhos de madeira, a carteira com dinheirinho de mentira. Coloca um fone que já está quebrado no ouvido, dá um beijo doce e avisa que está indo trabalhar. Finge abrir a porta de um carro de mentira, manobra dentro do quarto, bem em frente a minha cama, tomando todo o cuidado para não trombar em nada e sai acenando para mim.

Dia desses, ao me ver cuidado da irmã, disse:

- Quando eu crescer serei um bom pai, mamãe.
- Eu sei, meu filho.  - E sei mesmo! Tenho certeza disso.

Já até adotou uma bonequinha que era da Luiza! Anda com ela para todo lado. Arrumou uma bolsa, carteira velha e encheu de cartões e moedinhas que ele catou por aí. Está brincando de ser pai. Em um dos bolsos da carteira, encontrou um coração de papel, guardou com todo zelo e cuidado.

- O que é isso, Bernardo?
- É o meu coração, mamãe. Vou dar ao meu amor!
- E quem é seu amor. - Pergunto esperando que a resposta fosse eu.
Que nada!
- Meu amor morreu, mamãe.
Acabo de descobrir que meu filho é viúvo! Coitado, tão novo...
Seguro o riso para não ofender. Vai saber...
- Aí eu vou guardar meu coração aqui - disse guardando no bolso da carteira - e esperar para dar meu coração para alguém. - Disse enquanto saia para levar sua filha ao cinema, que no caso é a sala onde passa desenho animado na TV.

Deixou-me aqui abandonada, encafifada, nostálgica e confesso, um pouco confusa sem entender até onde vai minha própria inocência a maturidade dele. 
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terça-feira, 12 de junho de 2018

Era para ser uma declaração de amor

A bolsa estourou. A calma enfim me invadiu. Era chegada a hora. A hora que eu tanto esperava.

A  chegada de um filho é ao mesmo tempo desesperadora e ansiosamente aguardada. Estava calma para te acalmar. Disse que ficaria bem porque sabia que era este teu medo. Pela primeira vez na vida, depois de quatro gestações e um aborto você não poderia ficar ao meu lado, segurar minha mão, fazer piadinhas com os médicos enquanto faziam o parto, ouvir o chorinho e carregar no colo antes de mim. Pela primeira vez, você não conseguiria se apresentar:

- Oi, é o papai! - Como você sempre fez. 

E não seria dos seus braços que eu pegaria nosso filho pela primeira vez. Os apelidos ridículos que você inventa eu só ouviria bem mais tarde. E riria secretamente, depois de brigar contigo, é claro. Essa minha braveza te mata de amor, não é mesmo? Não diga que não! 

Naquele dia eu desejei te ter por perto, senti falta das suas mãos nos meus cabelos, massageando minhas costas, dizendo que estava linda, mesmo com os quilinhos a mais que você insiste em não ver. 

Ali sozinha na sala de espera, todos olhavam para mim. Deviam se perguntar porque eu estava sozinha, onde estaria quem me amasse. A ajuda estava a caminho, mas os seus braços eu não pude ter para me esconder, apartar um pouco da dor, de todas as dores. Você sempre consegue apartar...

Prometa-me nunca mais ir embora, ok? Prometa-me estar por perto, sempre por perto! Nem ouse furar sua promessa! 

Não esqueça dessa minha braveza. Ela te mata de amor, sim, porém posso te matar literalmente, viu?
E isso era para ser uma declaração de amor! 
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ainda não aprendi o "até logo", nem que seja só até amanhã de manhã...


Ensinei desde sempre meus filhos a terem autonomia. 


Ensinei a caminharem sozinhos, a dar conta do que quer que fosse sem precisar de mais ninguém. 
Claro, sempre estive aqui, ao lado. Sempre fui a sombra logo atrás sobrepondo muita vezes a sombra deles na hora da angústia, do colo pós queda, na hora da raiva aflorada para acalmar o coração.

Custei a entender essa lição, de que deixar os joelhos ralarem de vez em quando não me fazia uma mãe ausente ou displicente, mas alguém que criava os filhos para serem pessoas fortes, crianças que entendiam o tamanho da importância de se levantarem do chão e seguirem em frente. Sempre quis que eles entendessem que isso faz parte da vida. Não é motivo de chateação ou vergonha. Afinal, quem nunca caiu? Dá sim para rir dos próprios erros. Dá sim para olhar para frente, sem nem ao menos olhar de lado quem observa seu fracasso, porque isso sempre terá, não é mesmo? Sempre haverá alguém olhando, nos vendo cair, analisando qual será nossa reação, sendo ela positiva ou negativa, o julgamento sempre vem. Então ensinei - e continuarei a ensinar - a olharem para si mesmos, para os que os amam e para frente, sempre em frente. 

Expliquei que apesar de tudo, todos precisam de espaço e que ele fosse respeitado para que o seu também fosse sagrado. Mostrei na prática que chorar não é motivo de vergonha, mas uma prova de que às vezes os sentimentos são fortes demais para ficarem guardados no peito. E sim, mamãe e papai também choram e precisam de colo. E eles sempre souberam me dar, que ironia de vida! 

Desde cedo, eles tiveram a cama separada da minha, não que eu ache errado compartilhar espaço e cama, não! Eu apenas não conseguia. Experimenta dormir com uma criança hora chutando suas costelas, hora subindo em cima do seu rosto para você ver... Nunca foi meu forte abrir mão deste meu conforto, pelo mesmo motivo que ensino a respeitarem os sentimentos dos outros, empatia sempre foi meu forte e queria ensinar isso a eles também. 

Suas responsabilidades sempre foram "suas". Do dever de casa ao brinquedo que some por falta de organização, tudo isso serviu de aprendizado para que organizassem suas vidas e cobrassem seu bom resultado, não por mim, porque eu mandei ou gostaria que fizessem assim ou assado, mas porque era importante que se saíssem bem por eles mesmos, por mérito próprio. 

O que afinal ninguém nos explica é que mesmo ensinando que devem caminhar sozinhos, claro, nunca esquecendo o caminho de casa, eu como mãe, nunca aprendi a caminhar sozinha. É na calada da noite, enquanto dormem tranquilos, que invado o quarto, deito junto e compartilho a cama que lutei para que não gostassem. É o cheirinho daquele edredom que me acalma a alma. A respiração ritmada que me aquieta o coração. 

Sim, eu ensinei a terem autonomia, a serem independentes e seguros de si. Mas eu mesma, não consigo seguir em frente. São minha força e coragem. São meu refúgio e segurança. São minha certeza que o dia seguinte será mais leve e feliz. E o que seria de mim, sem este colo para me refugiar? Como olhar para frente, se a visão que mais me dá força está aqui de mãos dadas comigo, pouco abaixo do meu peito, só para ficarem mais pertinho do coração?

É... Ensinei bastante coisa, mas mamãe não aprendeu ainda a lhes deixarem ir. Ainda não aprendi o "até logo", nem que seja só até amanhã de manhã...
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terça-feira, 29 de maio de 2018

Para o riso, para a memória, para a saudade




“A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre...”
Boneca Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo

Tente piscar pra traz por um momento. Vai piscando até se ver correndo com os pés descalços no quintal da primeira casa de que se lembra, atrás do primeiro amigo de que se recorda. Até um tempo em que o teu mundo inteiro tinha só uns poucos metros quadrados, onde você conhecia cada buraquinho de chão com tesouros escondidos. Um tempo em que a vida era simples e éramos todos apenas filhos. Tenho certeza de que se você voltar tempo o suficiente, acabará reencontrando o teu brinquedo predileto. Tua boneca com vestido azul, tua coleção de bolinhas de gude, teu carrinho de rolimãs ou o jogo de futebol de botão. Aquele cartucho velho do Mário. A bicicleta com cestinha. O robozinho de pilha que piscava colorido. Quando você lembrar, será o melhor sorriso do teu dia.

Sorri assim que o ví. Lá estava ele, como novo, dentro de um balcão de vidro. Meu brinquedo favorito! Eu tinha pouco mais que a idade do meu filho, quando o vira pela última vez. Foi como se o tempo derretesse e, numa piscadela só, eu me vi criança. Segurei meu garotinho pela mão, ainda arredio de ir brincar no pátio com seus iguais, e andei por prateleiras inteiras feitas só de lembranças. Sempre achei que o tempo é nossa moeda de mais alto valor e que os únicos bens valiosos o suficiente, para merecerem ser comprados com o tempo, são as lembranças. Se assim é, então lá estava um pequeno tesouro, guardado naquele casarão, bem ali na Afonso Pena, bem do lado da minha padaria favorita. Fotografei o tempo todo, ciente de que nenhuma daquelas fotos precisaria de legenda.



Como é poderosa a nossa relação com o brinquedo. Um amplificador da imaginação, que em uma mente incapaz de permanecer entediada, ganha vida e cresce até ficar maior que nós mesmos. Basta observar nossas crianças por um momento, para perceber essa maravilhosa transformação simbiótica entre a criança e o objeto. O Museu dos brinquedos de Belo Horizonte existe justamente para celebrar essa amizade: Um museu para a alegria das manhãs, para o riso, para a memória, para a saudade, como é descrito no website. A coleção é rica em peças do século XX, mas também leva o visitante em uma viajem interativa pelas origens de cada brinquedo, até esbarrar nos dias atuais.

Entre os exemplares mais reconhecíveis, estão lendas como o Topo Gigio, Os Playmobil, as garrafinhas da Coca Cola e o console Atari. Bonecos baseadas em sucessos da TV e Cinema, como Família Dinossauros e ET. Há uma sala dedicada a história dos brinquedos, onde se pode localizar geograficamente, no mundo, cada brincadeira. Uma incrível coleção de bonecas antigas, onde é bem difícil não reconhecer a que você já chamou de sua. E muitos ambientes interativos onde os pequenos podem brincar de verdade.



Todos os dias têm visitas guiadas e é bem comum esbarrar com uma excursão escolar. Aos fins de semana tem brincadeiras tradicionais para os pequenos, em uma área externa bem ampla e equipada, além de oficinas de construção de brinquedos artesanais. Tudo acompanhado por um time de monitores motivados, cuidadosos e especialmente atenciosos com os menorzinhos. É possível, também, fazer a festinha de aniversário lá, por valores bastante atraentes.

Me chamou particularmente a atenção o atendimento de toda a equipe, a atenção que se recebe durante as explicações e o sentimento de orgulho perceptível, de quem entende a importância da história que está sendo contada ali. Ao sair de lá, fiquei com a sensação de que estive em um lugar muito maior do que de fato era. Um lugar onde cabe o mundo particular de todos nós, como se fosse o quintal da casa de nossos pais, onde espalhávamos nossos brinquedos e amontoávamos nossas melhores lembranças.



O Museu fica na avenida Afonso Pena, 2564, Funcionários. Abre para visitação de segunda à sexta entre 9 e 17 horas e aos sábados e feriados das 10 às 17. A entrada inteira é R$ 24. Mais informações pelo site museudosbrinquedos.org.br ou pelo telefone 3261 3992.



Carlos Resende, Pai em Construção, para o “Uai, Mãe?!”, direto do Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte





CARLOS RESENDE
Engenheiro, tecnologista de materiais para construção, sou marido da Josy, padrasto do Bruno e Pai do Heitor. Todas estas funções me pegaram de surpresa e tive que me virar para fazer jus a cada uma delas. Principalmente esta última. Cara! Como é difícil esse negócio de ser Pai! Não posso dizer que não sabia, mas posso dizer que tem muita coisa que ainda não sei sobre isso. Mas eu vou acabar aprendendo, uma por uma, todas as manhas dessa profissão / sacerdócio / vício / pesada... E aí conto elas aqui. Por falar nisso, que legal esse espaço, não é? Finalmente um lugar para os Papais, entre tantos lugares para as Mamães. A gente se vê por aí!
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