terça-feira, 11 de abril de 2017

Prêmio elege as melhores fotos de parto de 2017

Todo ano a Associação Internacional de Fotógrafos Profissionais de Parto elege as melhores fotos do ano na Image of the Year Competition e este ano os resultados foram incríveis. Delicadeza e verdade que impressionam.

Confira alguns dos ganhadores:

Esta fotografia que retrata a força e garra deste mulher em trabalho de parto foi a campeão da competição:
Crédito da Imagem:Jaydene Freund – Cradled Creations


Na categoria "Trabalho" a campeão foi a intitulada "Determination", logo percebemos o porquê...
Crédito da Imagem: Katie Mathis Photography
 

O primeiro lugar da categoria "Pós-Parto" retrata toda a serenidade do depois:
Crédito da Imagem: Natasha Hance – Birth Unscripted

Toda a vida pulsante do primeiro lugar da categoria "Detalhes do Nascimento":
Crédito da Imagem: Kourtnie Scholz – KEDocumentary


As menções honrosas retratam ainda toda a vida e beleza desses momentos inesquecíveis:

"You Are SO Loved!" por Rebecca Coursey - Photographer + Doula
"Three’s Not A Crowd" por Snap Life Photography
"Before the first breath" por Birth In Focus


"As she rose from the depths into the hands of love" por Tree of Life Doula Photography

O ciclo completo:
"Full Circle" por Kristie Robin Photographer & Doula

A alegria da chegada:
" Catching Her Baby" por Leilani Rogers, Photographer

O nascimento de uma mãe:
"Birth of a Mother " por Cat Fancote – Capturing Birth

Um brinde a essa nova maternidade e que ela seja acessível a todas!!
"Rapture" por Katie Mathis Photography

Essas e outras fotos você confere no SITE OFICIAL do concurso.

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O pai que todo filho precisa



O pai que todo filho precisa não tem cara emburrada, nem mãos pesadas. Tem sorriso fácil e braços que são refúgio para qualquer bicho-papão e barata voadora - que é muito pior que qualquer monstro, eu confesso... - que por ventura apareça.

O pai que todo filho quer ter sabe jogar bola, batalha naval e pular amarelinha. Mesmo com as costas doendo tentam pular corda só para ver o filho gargalhar com os tropeços e tombos que certamente acontecerão.

Este pai não tem medo de nada, nem de ladrão, cachorro bravo, homem do saco e barata voadora, que é muito pior que tudo isso junto...

Ele espanta tudo e qualquer coisa que cause dor e sofrimento. Conserta coração partido e refaz o que está quebrado em pedacinhos.

Pai que é pai sabe construir pista de corrida, arranha-céu no meio da sala, é mecânico de carrinho e dos bons, viu? Limpa a parede riscada só para a mamãe não ver a obra de arte. Inventa música para o dentinho que nasce, faz batuque com qualquer panela velha da cozinha, dança feito louco sem se importar em parecer bobo.

Ele tem fala mansa mesmo bravo. Na hora da bronca entende que não precisa ofender nem desejar o pior. Que não foi nada pessoal, mas sapequice de criança, curiosidade saudável e vontade de fazer tudo sozinho, sinais de inteligência e criatividade a caminho. E mesmo dando bronca, se faz entender que é necessário ser uma pessoa melhor, o conceito de certo e errado, sem ser aos berros porque aos berros ninguém entende nada. Nenhuma palavra é dita, só coração ferido de ambos os lados.

Este papai é abrigo de chuva mesmo se molhando todo também e acha graça da chuva. Ensina que se molhar faz parte da vida e não é motivo de chateação, mas certeza que logo depois sempre vem o sol sorridente daquele que colorimos caprichosamente hoje cedo com giz de cera. Ele sabe enxugar lagrimas e evitar que outras mais caiam pelo rostinho lindo dos filhos.

Sabem que são super-heróis, literalmente, para seus filhos que acreditam que pais sabem voar, tem super força e poderes infinitos de trazer felicidade, principalmente à mamãe. Filhos adoram ver suas mães sorrindo, elas tão bravas e chatas, são leves e seguras quando papai está por perto. Pais realmente tem super poderes, podem com um gesto mudar todo o rumo do dia, trazer amor e paz, arrancar sorrisos sinceros mesmo dos mais emburradinhos.

Ser super-pai não é para qualquer um. Só para quem tem filhos com a alma e os cria como sonho de padaria, assim cheios de açúcar. Com carinho de que recebeu filhotinhos de gatos e os abrigou do frio. Filhos gerados com o coração aberto, assim esquecendo de toda a mágoa do mundo, qualquer dor do passado e com o peito leve de amor feito pluma, os recebe de braços abertos, certos de que enfrentarão, por amor a eles, o mundo.
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domingo, 26 de março de 2017

Filhos são como suflê


Há que se pisar com muito cuidado. Há que andar sorrateiramente, leve, como se pisando em nuvens. E assim como um suflê não pode gritar, mesmo que a vontade venha do coração, das entranhas e de tudo que há em você. Tudo é tão delicado, tão frágil, que um gesto brusco marca, deixa cicatrizes, fixa na memória e na pele como tatuagem.

Quando nos casamos, vivemos um para o outro e por mais feminista que eu seja, sei que é o que acontece. Nosso mundo gira em torno do outro, de suas vontades e sonhos. Casamentos felizes são compostos de pessoas que se preocupam com o bem estar e realizações do companheiro, na confiança de que o outro faz o mesmo por ele. Quando há um desiquilíbrio, um lado sofre mais que o outro. E não incomum as brigas acontecem na ânsia de explicar o que sentimos ou a falta do sentimento, de dizer o que nem o coração entende. Palavras feias, julgamentos desnecessários, coisas que acreditávamos não sermos capazes de fazer torna-se rotina, triste dia a dia.

Porém, quando há uma sementinha, daquelas que andam e falam, que acordam de madrugada e nos enlouquece, tudo fica mais sério, mais firme, menos flexível e com menos opções de caminhos a percorrer. Neste caso, o mundo não gira em torno do outro, mas o mundo de ambos, gira em torna das sementinhas que são nossa fonte de satisfação, nossa esperança de dias mais leves e nossa garantia de sorrisos mais fáceis no dia a dia pesado e desgastante.

Os dias vão se passando, a rotina mais puxada, o estresse aflora e em alguns raros momentos em que olhamos para nós mesmas com calma, nos vemos refletidas em um poço de problemas conjugais. Então uma nuvem negra paira sobre nós, pior, sobre nossa casa. Aquele clima pesado, aquele campo minado. Cada palavra mal colocada, cada frase mal dita, causa uma explosão. Uma guerra fria. Mantemos as aparências, como uma boa e linda família deveria fazer, nos comportamos como ladies como nos ensinam desde sempre a fazer. Infelizes sim, mas sorria. Acene e sorria.

A quem estamos tentando enganar, não é mesmo? Um iceberg bem no meio da sala, entre vocês na cama. Tudo pelos filhos, pelo que vão pensar, pelos amigos em comum, pelos parentes entrometidos, pela honra do seu nome, pela família que com muito custo construiu, pelo bem de todos e menos o seu.

Sinto em dizer que apesar de pensarmos o contrário, criança sabe das coisas, tem sexto sentido, faro esperto, raciocínio rápido e percepção afiada. Eles sentem a infelicidade. Eles sabem ouvir - como cães em um frequência que não sei explicar - as brigas em sussurro na calada da noite. Já repararam que em dias de guerra calada são os que mais acordam de madrugada, mais aprontam e brigam também entre si? Eles sentem a tensão. Infelizmente... Criança não deveria sentir isso. Deveríamos ser melhores atores ou eles menos espertos ao menos neste quesito.

Filhos são feitos de sonhos e eu sei que você já sabe disso. Sei que já criou expectativas quanto às asas abertas deles para o mundo. Que seu coração apesar de querer que voe, dói em pensar na distância que ficarão talvez por algum tempo. E é na preocupação de que cresçam assim repletos de sonhos, com o coração leve e a alma livre de qualquer dor que construímos casamentos assim, deixando de lado qualquer dor que tenhamos para que eles não sintam dor alguma.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Quem educa quem na maternidade?

Os primeiros meses desse ano foram muito difíceis para mim. Desde o segundo semestre do ano passado, estou passando por um processo de autoconhecimento profundo que incluiu a cura de uma depressão pós-parto. No período dessa minha busca e com o desenvolvimento do meu trabalho de coaching, eu aprendi que histórias nos ajudam muito a identificar a nossa dor com a do outro e enxergar assim um caminho ou a solução para um problema nosso. Por isso vou compartilhar aqui com vocês um fato que ocorreu comigo pessoalmente.

Há pouco mais de um mês atrás, estava na sala de casa trabalhando enquanto minha filha brincava de boneca. Uma prática aqui em casa, realização de um dos meus sonhos, mas neste dia me assustei quando ela disse gritando: "Neném, já falei! Obedece! Ajuda mamãe pu favô". Na hora eu parei para prestar atenção no que ela estava fazendo. Ela estava tentando colocar sua boneca de pano sentada, mas a boneca escorregava e deitava. E ela irritada por não conseguir o que queria gritava repetindo essas frases. Então eu vi ali a repetição do que eu havia feito com ela tantas vezes.

Eu gritei com ela assim tantas vezes, que ela aprendeu e estava repetindo o que eu fazia, como se aquilo fosse o normal, o padrão. Abracei-a chorando me sentindo culpada, má mãe, insensível. E ela me vendo chorar disse me abraçando de volta: "Dicupa mamãe! Te amo!". Preciso dizer o quanto mais chorei depois de escutar isso? Sério... acho que chorei uns cinco minutos direto abraçada com ela pedindo desculpas. E por solidariedade ela começou a chorar também. Quando nos acalmamos, brincamos juntas um pouco. Rimos. Pedi novamente desculpas por falar assim com ela e expliquei que era errado eu gritar assim que não faria isso de novo. Foi um momento delicioso só nosso!

No fim do dia, deitada na cama comecei a analisar tudo o que aconteceu. Mesmo estando buscando me conhecer mais e mesmo sabendo que estou muito melhor hoje do que estava há seis meses atrás, entendi que ainda não alcancei meu objetivo. E percebi cinco coisas:

Comodismo
Percebi que por saber que estou muito melhor hoje do que antes, me acomodei no que diz respeito à busca do meu equilíbrio emocional e isso permitiu alguns gritos com ela. A busca do equilíbrio é constante e diária. E como é natural passarmos nosso incômodo para quem a gente mais ama, não é? E quão mal podemos fazer aos que estão próximos da gente com um gesto, uma palavra, um comportamento.

O poder da pureza de uma criança
Percebi também como a pureza de uma criança tem o poder de nos resgatar dessa vida de atropelos que a gente vive. De nos despertar para a cura. Como nos tornamos nocivas para nós mesmas. Tantas vezes priorizando o que não alimenta o nosso melhor. Nos preocupamos com o que não nos diz respeito, focando no que não controlamos, no que pertence ao outro, no que não podemos mudar. Focando no problema, nos esquecemos de achar a solução. Nos intoxicamos com o dia a dia que a gente escolheu sem perceber qual caminho estamos seguindo. E o quanto fica para trás com isso tudo... Amizades, casamentos, famílias, valores, vida social, profissional.

Repetição de padrão
Confirmei o quanto é automático repetirmos padrões. O que a gente aprende a gente repete naturalmente. E por causa disso a importância da educação infantil que é responsável pela formação dos nossos valores, comportamentos, crenças... que são grandes influenciadoras de quem seremos quando adultas.

A gente erra
Confirmei que por mais que eu me policie, me culpe e me cobre, eu erro. E que errar nos ajuda a reajustar o foco para seguir o caminho que queremos, que errar pode nos incentivar nessa caminhada tão complexa da vida. E que não é necessário me culpar, pois isso não exclui a possibilidade de eu errar. A culpa só me ajuda a me sentir mal.

O amor acolhe
Confirmei também que quem nos ama é capaz de nos acolher mesmo sendo menores que nós fisicamente, mesmo sem entender o que está acontecendo e que não é por sermos mais velhos, mais experientes, que precisamos perder essa capacidade tão linda de amar sem ter necessidade de criar requisitos a serem cumpridos para estar apto para receber nosso amor.



Dizem que precisamos educar nossa criança quando nos tornamos mães. Mas o que eu sinto desde o dia em que olhei para minha filha quando o médico a colocou em cima da minha barriga, é que eu estou sendo educada diariamente por ela. E com você? Como é?

De que forma você tem contribuído para a criação da nova geração? Pense nisso e #10cidaMudar#10cidaAgir#10cidaViver!



Até a próxima!



Kika Moreira
Empreendedora materna, engenheira por formação, coaching por vocação, fada madrinha de sonhos. Auxilia pessoas a alcançarem seus sonhos e objetivos de forma mais eficaz tornando-as quem precisam ser para atingirem o que desejam transformando seus sonhos em realidade. 

Facebook:  facebook.com/coachkikamoreira
Instagram: @coachkikamoreira

Site: www.kikamoreira.com

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sábado, 18 de março de 2017

Eu me perdi.


Dia desses entre as voltas e voltas que o mundo dá, me perdi. Me perdi de mim mesma, e sai andando por aí, achando que assim como criança, eu poderia ir para onde quisesse, que estar perdida não faria diferença, que em alguma virada de esquina eu me encontraria novamente. Levaria uma bronca, é claro. Mas regada a bastante carinho, saudosos abraços e promessas de que nunca mais me perderia.

Porém, quanto mais eu andava, mais distante ficava, mais sozinha me sentia, mais solidão me acompanhava, mais triste ficava e assim me contentei. E passaram-se dias, meses e anos. Passou-se uma vida inteira. Vida suficiente para criar novas vidas, para dormir em diferentes braços, sonhar sonhos esquisitos e realizar o que os outros sonhavam comigo. Meus sonhos particulares ela levou consigo e me deixou aqui sonhando o sonho dos outros.

Aquela "eu" foi ficando cada dia mais esquecida. Nem foto dela eu tinha, sumi com os rastros e a dor da perda que eu sentia. Nesse mundão de Deus, encontrar alguém assim perdido é tão difícil, imagina só, eu nem sonhava com tal feito. Segui a vida como deveria, como disseram para eu fazer.

E sabe o que é engraçado? Sempre que algo me irritava e aos outros, a primeira acusação era a perda da antiga "eu", como se tivesse sido escolha, como se eu quisesse continuar assim perdida na vida. Eu mesma me culpava, me olhava no espelho e pensava o quão desmazelada eu era por me esquecer perdida por aí. Coitadinha, deve estar desesperada, andando a esmo à procura de casa.

Um dia, sem propaganda em caixa de leite ou lata de óleo - se é que isso ainda existe -, vi anotado em um caderno antigo uma pista de onde me encontrar. Seguindo pista por pista, achei por diversas vezes que era furada, pegadinha do destino - ou do malandro. Pensei enlouquecer e ouvi isso diversas vezes dos que estavam próximos de mim. Diziam que eu jamais encontraria aquela mulher maravilhosa que fui, que já não me cabia tentar. Meu coração inquieto dizia que não. Não tem como uma pessoa assim sumir do nada e procurei.

Procurei em cada verso antigo anotado, procurei olhando nos olhos dos meus filhos e vendo traços dela me sentia segura do caminho que estava trilhando na busca. Procurei em meio à brigas de cachorro grande comigo mesma. Essa teimosa que há em mim, queria acreditar naqueles que diziam que o "eu" antigo não existia. Mas existia. Eu sei que sim. Sempre soube que sim.

Certa dia, diante de uma discussão, me vi contra a parede. Me vi sozinha. Me vi acusada e recuada. Senti vontade de chorar, de correr para os braços de quem quer que fosse. Me disseram coisas feias, tentaram me fazer pior, me entristecer. Mas recuar não era mais uma opção. Ou eu seguia em frente e me encontrava ou me contatava com o que a vida me oferecia sendo bom ou ruim. Eu segui. Estufei o peito e disse:

- Eu sou.

E dali em diante percebi que o que tinha perdido estava o tempo todo aqui, dentro de mim. Não morreu, não fugiu, nem me deixou. Era o que me fazia forte diante de tanta coisa ruim, era o que me fazia sorrir e achar graça dos problemas, rir na cara do perigo, como diria o grande pensador contemporâneo, Simba. Sim, essa sou eu. Não tem volta mais. Agora que ela voltou, coloquei grade nas janelas, portão eletrônico, cachorro grande solto no quintal, certa elétrica e até segurança na porta. Agora que ela voltou não sai daqui nunca mais!

Acostume-se!

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