terça-feira, 19 de setembro de 2017

Fidelidade traz felicidade?



Será que vale a pena ser fiel?
Será que meu parceiro (a) é fiel a mim como eu sou a ele (a)?
Será que ele (a) não está pulando a cerca por aí? Ou agindo de forma contrária ao que combinamos juntos?
Afinal... fidelidade traz felicidade?
Isso é paranóia ou são só pensamentos? Saiba que a diferença entre os dois é que a paranóia não tem limites. E você pode viver uma vida fixada nela. Cuidado!
Acredito que investir afetivamente em alguém e não ter garantia de que isso é suficiente para assegurar a fidelidade dessa pessoa por você é algo muito difícil de aceitar. Mas é a pura verdade. Você tem capacidade de entender que a fidelidade do outro está além do seu controle? Consegue viver feliz com isso? A chave para se livrar dessa paranóia é essa. Aceitar que não é possível controlar a fidelidade do outro.

Como será isso num casamento então? E com filhos? Como diz Leandro Karnal, (e eu concordo com ele), o casamento é, no geral, uma proposta feminina. Toda a cerimônia gira em torno dos sonhos da noiva, dos desejos dela da realização desse momento e o noivo é um convidado que fica encantado com tudo pronto no dia da festa. Mas o engraçado é que o fim do casamento, geralmente, também fica a cargo das mulheres, ou seja... os homens não se empolgam com o início do casamento, mas depois não querem sair. Segundo dados do IBGE de 2010, 75% dos divórcios litigiosos são iniciados por mulheres porque nós temos um projeto de felicidade. Nós queremos muito mais do que sentar no sofá e tomar uma cerveja assistindo futebol na TV. Queremos discutir a relação para melhora-la, queremos afeto, queremos sentimento. O casamento exige o prazer de se negar a algumas coisas que queremos para que a felicidade do outro se torne a nossa (na verdade já fazemos isso frequentemente na maternidade, né?). E praticar isso é um treinamento diário que nos traz muitos desafios, geralmente desconfortáveis. Permanecer na zona de conforto dentro de um casamento é pegar o caminho que leva ao término dele. Casar é muito mais do que morar junto. É preciso muita responsabilidade e comprometimento. A fidelidade pode fazer parte disso, mas não necessariamente trará felicidade.

Hoje nós somos obrigados a ser felizes com as pessoas com as quais casamos? No século XVIII o casamento era um arranjo (sugiro lerem ou assistirem Ligações Perigosas), você não precisava amar para casar. A partir do século XIX o casamento passou a acontecer com a presença do sentimento, da fidelidade, da procriação, da regra de gostar disso tudo e amar cada vez mais. Por isso hoje convivemos com a regra de que devemos ser felizes com quem casamos. Será esse o motivo do aumento de divórcios? Será esse o motivo para ser infiel? A troca de parceiros com frequência é sinônimo de felicidade? Quem tem muitas relações sexuais é mais feliz do que quem tem poucas?

A felicidade só é alcançada quando você sabe o que deseja, é preciso se conhecer para trazer para si a responsabilidade das decisões que toma dentro, obviamente, do que pode controlar na sua vida. E a maioria das pessoas só entendem o que desejam na falta, quando eu não tenho mais, é que eu crio consciência do valor que determinada coisa ou pessoa tinha para mim. Acredito que a felicidade está ligada à ética e é por isso que é primordial investir no autoconhecimento. Para não perder mais tempo buscando a infelicidade, parar de dar valor ao que não traz prazer, parar de fazer projetos de vida sem considerar o que está em seus corações, parar de traçar um caminho e seguir por outro. E o coaching é uma maneira fantástica de conseguir alcançar isso!

O amor é um sentimento, uma interpretação que o nosso corpo dá a algo que o nosso corpo sofre. A moral é pensamento racional, um conjunto de princípio que você se obriga a respeitar e a seguir livremente porque quer. Apesar de serem coisas completamente diferentes, o amor é referência para a moral. E a moral imita artificialmente, através do pensamento o comportamento de quem ama. E a fidelidade é um conceito moral. E é por isso que eu sou da opinião que traição é falta de ética e que trair dá muito mais trabalho. É preciso apagar todos os rastros e eles são muitos... nesse mundo globalizado onde rede social é uma realidade paralela da vida da gente, pensem no trabalho... apagar conversas de Whatsapp e Messenger, arquivos da nuvem, vigiar as redes sociais dos envolvidos para assegurar que nenhuma foto comprometedora foi postada. Ter que disfarçar os cheiros, checar bolsos, esconder faturas, ou pagar tudo em dinheiro, tomar cuidado para ninguém ver seu carro... será que vale a pena realmente todo esse trabalho? Toda essa emoção e medo? Será que é por isso que as pessoas gostam de trair? O que será que falta na vida de uma pessoa para se contentar com a emoção da traição?

Se traição fosse sinônimo de felicidade a poliandria e a poligamia seriam sensacionais e essas sociedades seriam a maioria no mundo. A fidelidade é uma regra cultural e a biologia dos mamíferos não é fiel, como conciliar então? Como modelar? Como obrigar? Como ser feliz traindo? Ou como ser feliz sendo fiel? Na minha opinião tudo passa pelo autoconhecimento. E você? O que acha sobre isso? Escreve aqui para mim.




Até a próxima!




Kika Moreira
Empreendedora materna, engenheira por formação, coaching por vocação, fada madrinha de sonhos. Auxilia pessoas a alcançarem seus sonhos e objetivos de forma mais eficaz tornando-as quem precisam ser para atingirem o que desejam transformando seus sonhos em realidade. 
Instagram: @coachkikamoreira



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sábado, 26 de agosto de 2017

Calculadora de sono perdido


Eu nunca havia parado para pensar o quanto não durmo. Juro! Só curto o mau humor e ok.
Mas recentemente me deparei com essa calculadora de sono perdido para pais. O cálculo é baseado na idade dos filhos e na quantidade deles.

Eu por exemplo com três filhos perdi:

9.990 HORAS
416 DIAS
14 MESES

É muita coisa, não é mesmo? kkk

Bóra entrar na brincadeira?

 Calculadora de sono perdido

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Carta de uma mãe ausente

Filho, sei que mamãe já não está tão próxima quanto antes, mas saiba que isso é só fisicamente, porque meus pensamentos e coração estão ligados aos teus. Guardo na memória cada conversa que você tenta ter comigo quando ainda com a bolsa a tira colo entro na sala de casa cansada pelo dia longo de trabalho. Pode parecer que é desinteresse, mas é puramente cansaço e estresse que a vida insiste em jogar no meu colo no intuito que eu carregue e aconchegue no meu coração sentimento tão ruim de esgotamento físico e mental. Porém sou das mães teimosas que persistem apesar de tudo e resistem. Eu me nego a tratá-lo de forma ríspida ou com falta de atenção. Quero ouvir toda e qualquer história que conte, inventada ou não. E rir das piadas, dar minha opinião nos assuntos que você julgar sérios. Quero participar. Eu realmente me nego a não vê-lo crescer.

Cada vez que chego tarde e ao entrar no quarto vejo o menino grande deitado na cama, um pedacinho do meu coração se entristece porque mais um dia eu perdi sem te ter por perto. Mescla de orgulho, satisfação e saudade. Falta que sinto de quando você ainda cabia no meu colo, dos pezinhos gordinhos andando pela casa carregando sua coberta e chupeta. Falta das primeiras palavras. Hoje seu vocabulário, tão extenso, só me faz lembrar do tempo que passa tão rápido.

Mas não se preocupe, filho. Essa tristeza que sinto passa com o primeiro “oi mamãe” que ouço, quando olho nos seus olhos e você envergonhado olha para o chão. Eu insisto para que você me encare mais uma vez. Quero ter a certeza que você reconhece meu olhar de carinho e paixão louca que tenho por você e por quem se tornou. Quero seus olhos no meu para que tenha a certeza que o “eu te amo” é do fundo da alma e que ao dizer, dói a barriga de amor. Dizem que para saber se você ama alguém, é só observar as borboletas no estômago, o frio na barriga e a vontade incontrolável de ter por perto. Pois é. Essa é a certeza do quanto te amo. 

Tenha a certeza absoluta e irrefutável do meu amor. E passarei meus dias te fazendo acreditar nele. Caso ainda haja dúvida…







Este texto foi publicado originalmente aqui.
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sábado, 12 de agosto de 2017

Ei, papai... Não fique bravo. Foque no amor!


Ei papai, não estranhe eles pegarem sua roupa, bagunçar todo o armário de sapatos, só para parecerem mais um pouco contigo, como se isso fosse possível.

Nem pense em achar ruim os cadarços perdidos e a correria com o sapato de trabalho. Os bonés sujos e gravatas desfiadas. Eles, realmente, só querem parecer contigo.

Durante o dia, catam a mochila e enchem de papeis, canetas, cartões de visitas e celular. Imitam até o seu jeito de falar, pausas e sotaque.

Por sua causa se apaixonaram pelo seu time de coração. E mesmo quem arrasta uma asinha para outro time, veste a camisa do teu, torce de verdade por amor a você.

Não se irrite com os biscoitos no sofá, deixe para lá os brinquedos que machucam o pé e o controle lambuzado de geleia de morango. Foque no amor! Só no amor.

Dia após dia, eles se interessam mais por sua vida, sonham em serem soldados, jogadores de futebol ou professores, tudo o que você já foi ou ainda é. Olhe de perto este amor.

Sabe o que é? Você não é apenas pai. Eles realmente acreditam que há asas ou uma capa escondida por debaixo da roupa. Você é herói quando volta do supermercado carregado e trás as coisinhas que eles adoram comer. Não se irrite com os gritos ao vê-lo chegar. É de alegria! É de orgulho e admiração. Pulam em volta como que comemorando um gol, disputam espaço com o cachorrinho que também pula de tanto amor. Olhe de perto os olhinhos brilhando. Olhe de perto e escute com atenção cada história contada, tente gravar porque tudo isso lhe fará falta.

Dia desses, num piscar de olhos, eles crescem e você perderá sua capa. Dia desses não haverá mais sapatos espalhados, admirador na janela te vendo subir as escadas de casa, olhinhos de orgulho por cada feito, nó no sapato, biscoito dado escondido da mãe, pirulito comprado na padaria e recebido como um presente dos bons.

Foque no amor e você verá que há mais motivo para abraços e grude eterno do que brigas por farelos em cima do sofá.

Olhe de perto este amor e torne-se cada dia melhor, mas prepare-se,  tá? Dia desses eles pegam as asas emprestadas e voam para longe.

Não se acanhe em demonstrar o quanto é loucamente apaixonado por eles, não existe o "eu te amo" mesmo bravo ao colocá-los de castigo, pois isso será motivo de arrependimento futuro na certa. Carregue no colo, enquanto ainda cabem e querem. Fale manso e experimente vê-los mudar o tom de voz junto, querendo imitar, acalmando o coração atordoado. Durma junto. Suje-se também. Deixe de lado o celular, tenha a certeza que as pessoas mais importantes da sua vida e dignas de atenção são as que medem menos de um metro e meio. Desligue-se do mundo um pouco e por fim, foque no amor.

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

MAMAÇO 2017 ORGANIZADO PELO GRUPO GESTAR DE APOIO À GESTANTE DE BH REUNIU FAMÍLIAS NA PRAÇA DA LIBERDADE

Fonte: Jornalistas Livres
No ultimo sábado, dia 5 de agosto, o Grupo Gestar de Apoio à Gestante reuniu famílias com o tema "TODOS JUNTOS PELA AMAMENTAÇÃO".

O intuito foi mostrar a importância do apoio familiar, social e empresarial para a amamentação. Foi também um selo municipal de apoio a amamentação. A empresa que queira cadastrar e receber o selo gratuito é só entrar em contato com o Gestar em sua página do Facebook.
Teve roda de pais com depoimentos, de profissionais tirando dúvidas e colocando alguns mitos de lado,  oficina de Sling, dança materna e sorteio de brindes.

Esta é a sétima edição do Mamaço. Esperamos que este movimento só a venha a crescer e impactar a vida das famílias, por uma maternidade mais leve, justa e feliz. Por pais mais participativos  e realmente presentes na vida dos filhos. Por uma sociedade que apoie. Por um mercado de trabalho que respeite as escolhas das mulheres.

Confira o que rolou:

















Te esperamos no ano que vem!
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