domingo, 19 de novembro de 2017

Viva o Campeonato Brasileiro !!!

Meu nome é Mauricio Mendonça. Eu sou pai de 6 filhinhos ( alguns deles já filhões ) e caminhando para o 7º que nascerá em abril do próximo ano. A minha luta é para não ser um pai quantitativo e ser um pai qualitativo. E isso depende muito mais da relação que eu tenho com cada filhinho do que o número deles. Sim , pois o que impacta na relação não é o número de filhos mas, a intensidade do convívio que se tem com cada um , respeitando a individualidade deles.

Todos são especiais. A vida nos transporta para várias fases desse relacionamento.

Aqui especificamente, falarei de um deles, o Guilherme.

Hoje ele tem 19 anos , eu tenho 53. É fruto do meu 1º casamento. Quando ele nasceu eu iria completar 35 anos e tinha uma vida de executivo de grande empresa, professor universitário, palestrante e, paralelo à isso, atleta pois, malhava todos os dias, herança do meu tempo de atleta profissional.

Confesso , com tristeza que, nos primeiros anos do Gui, ainda casado com a mãe dele , lembro-me de pouca coisa, inclusive nem me lembro de ter trocado uma fralda dele ( olha que hoje sou um pai/mãe junto com a minha esposa atual, participo de tudo, até por sentimento de culpa.

Como falei, nos primeiros anos do Gui , trabalhava e viajava muito para conseguir sustentá-los da melhor maneira possível ( como se a vida fosse só isso ) . Normalmente viajava bastante, chegava em casa tarde da noite pois, dava aula em 5 faculdades e , às vezes , muitas vezes, também aos sábados. Um dia, cheguei de viagem no sábado de manhã e, saindo do prédio à pé, com a minha filha mais velha, a Paola , o Neto, o rapaz que lavava o meu carro na porta do meu prédio, falou : Dr. Mauricio, hoje eu vi o Gui ( muito querido por todos ) que me disse “ hoje eu estou feliz. Meu pai chegou!” Aquilo foi um soco no meu estômago. Ví o quanto estava ausente e mudei a minha vida : Trabalhava menos , levava e buscava o Gui na escola, assistia aos treinos e jogos de futebol e aos treinos e competições de judô. Colocava-o na cama e ficava vendo-o dormir. Levava-o ao estádio quando o nosso time, o Fluminense , vinha à BH ( sou carioca mas moro em BH há muitos anos ). Dava valor a cada momento, participava, a ponto dos amigos dele me falarem que eu era mais pai deles do que os próprios pais. Pronto eu estava tranqüilo: me tornei um pai participativo.

Aí, coisa muito normal, o meu casamento acabou. Perdi algo que sempre senti falta , chegar em casa, vê-lo dormindo , seguro e tranqüilo. Mas, a vida com ele fora de casa continuou.

Tempos depois casei de novo e o Gui participava da nossa vida, dormindo na minha casa para vermos juntos os jogos do Flu na TV. Eu era muito feliz.

Mas, algo que não parei para pensar aconteceu... O tempo passa, as pessoas crescem e assumem as próprias vidas. Não sei se não vi isso acontecer com pessoas que conhecia ou me desliguei desse fator temporal.

O Gui foi crescendo, novos amigos , namoradas, normal, também tive isso. Hoje penso que será que a minha mãe sentia o que senti e sinto hoje com a minha há nova vida? Pena que ela não possa responder pois, faleceu há quase 4 anos.

Gradativamente fui perdendo as visitas aos domingos, os jogos de futebol não existem mais. Hoje ele joga com os colegas da Faculdade e eu tenho vergonha de pedir para ir para não atrapalhar. Olho para o whatsapp para ver se há alguma mensagem, cada vez mais raras pois, ele tem muitos compromissos. Eu também não procuro muito. Tenho vergonha de atrapalhar e parecer demais. Afinal ele tem a vida dele, namorada e novos amigos que não conheço. Sei que isso é normal e eu não me preparei para isso. As pessoas me dizem... você tem os filhos menores... Aproveite porque isso acontecerá com eles também... Finjo não prestar atenção aos profetas do apocalipse e viver das lembranças. Ah, no meu último aniversário o meu parabéns veio por whatsapp. Ora, sou consultor em marketing e sei o valor da tecnologia. Nesse caso , maldita tecnologia... E não tenho nem irmãos para reclamar... sou filho único ( me vinguei da mamãe com 7 filhos.rsrsrssr).

Mas, calma... Nem tudo está perdido... Não assistimos mais juntos aos jogos do Fluminense pela TV ( ele tem a vida dele . Não quero atrapalhar ... Eu envio pelo whatsapp ( sempre ele... o andamento do jogo. Mas, cá entre nós, ele pouco lê... responde, às vezes, na próxima rodada).

Porém, há um consolo ... nos encontramos no Mineirão quando o Fluminense vem à BH ( 2 ou , no máximo, 3 vezes por ano ). E naquele momento , naqueles 90 minutos , cantamos as músicas da torcida, o hino do Clube, gritamos “neeeeeenseeee”. Tudo isso juntos pois, afinal ele aprendeu comigo. Fui competente no processo de tricolorização... Tomara que não tenha sido só nisso. Voltamos ao Mineirão... Mesmo sendo tricolor fanático, joguei lá, não me importa se o Fluminense ganha ou perde. O que importa é que saiam muitos gols do Flu pois, na comemoração nos abraçamos e para mim, é o título mundial. Como tudo acaba e o jogo também, ele vai para a vida dele e eu volto para a minha. E , à partir daí me concentro na tabela do Campeonato Brasileiro para ver quando o Fluminense voltará a jogar no Mineirão para nos reencontrarmos.

Estou inclusive pensando em mandar o meu Currículo para a CBF me candidatando à confeccionar a tabela do campeonato brasileiro. E aí, sem que ninguém percebesse, marcaria todos os jogos do Fluminense para o Mineirão. Já que não dá para multiplicar os momentos , multiplicarei os jogos. Viva o Campeonato Brasileiro!!!

Ah! Amo todos os meus filhos e todas as relações com eles são únicas e especiais. Mas, lembre-se que não se pode parar o tempo mas, vivê-lo sabendo que ele não retrocede. O colo que você deixa de dar hoje, pode estar vazio amanhã.

Um beijo em todos os pais.
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domingo, 12 de novembro de 2017

Tauá Resort Araxá em nossas vidas


Oi! Sou a Kika Moreira, repórter por um feriado prolongado pelo Uai, Mãe?! E sabem onde? No Tauá de Araxá!!! Espero que curtam esse nosso presente. Queremos que você tenha uma idéia do que sentimos nesse lugar maravilhoso! E que não perca a chance de estar lá para sentir você mesmo emoções como as que tivemos em Araxá.

Foi a primeira viagem da nossa família. Pra quem não sabe, sou mãe solo de uma menininha de 2 anos. Nunca tínhamos viajado e logo quando soube que seria escalada para esse destino de sonhos contei para minha pequetita. Ela ficou radiante! Fez até um teatrinho de bonecas para externar a felicidade que ela estava em viajar, vem ver! Tínhamos planos de viajar em dezembro, nossa primeira viagem tinha como objetivo muito contato com água, e consegui atrair do universo, antes do tempo planejado, uma viagem sensacional ao maior castelo do Brasil. Até hoje ela fala toda semana que quer ir para a piscina do Tauá.



A viagem foi bem tranquila, a estrada de Beagá até Araxá é muito boa. No início a pequena estava bem animada, mas para a minha sorte, ela dormiu quase o tempo todo. Chegamos no hotel, fomos recepcionadas pelos Taualegres, que entreteram minha pequena enquanto eu fazia o check-in e logo estávamos acomodadas, gentis rapazes estacionaram meu carro e carregaram nossas bagagens até o quarto (quem é mãe solo como eu sabe bem o valor que coisas assim têm). Chegamos no quarto e tinha um tantão de presentes!



Mas não deu tempo de ver, porque a euforia era demais. Trocamos rapidamente de roupa, pois ela estava com muita pressa de chegar logo à piscina, afinal ela tinha ido ali praticamente só para isso, largamos tudo lá e descemos. Gente... tinha um show da Joyce Mendes do The Voice Kids para nos dar boas vindas! Além de brinquedos infláveis, petiscos para as crianças e é claro A PISCINA. A criança ignorou tudo à sua volta e pulou logo na água. Depois de alguns minutos lá dentro é que começou a ver tudo aquilo em volta e foi se maravilhando ainda mais. Clique aqui para ver também.

Depois de muito nadar, brincar e comer convenci a figurinha a ir com a mamãe tomar o majestoso café da tarde do hotel. Meu Deus... O que era aquilo... poderia morar facilmente naquele salão. Além de ter pessoas mega gentis atendendo a gente, tem ainda uma arquitetura maravilhosa, cheia de detalhes, e as delícias que servem ali são dos deuses. Mal consegui decidir o que comer. Aliás... já lhes digo, se você está de dieta, este é um lugar que te tentará muito. Tem milhões de pãezinhos, bolinhos, biscoitinhos que te farão comer rezando. Geléias, sucos, chás, café, leite, água, fruta... olha, a lista é bem extensa, quer ver? Clica aqui. Foi a vez dela então me convencer a sair dali, porque por mim estaria lá até agora. Fomos brincar no parquinho, e eu com aquela pança... depois voltamos pra piscina. E finalmente fomos pro quarto desarrumar as coisas, ver direito nossos presentes e tomar banho, pois a noite estava chegando e estava repleta de eventos para nós.

Quero aproveitar essa parte do texto para agradecer ao Tauá e aos seus parceiros pelos presentes lindos.

Mas que delíciaaaaaaaaaaaa de Macarons!!! Amamos! Muito obrigada Viviane Malucelli por essa gentileza. Nossa estadia no Tauá ficou ainda mais gostosa com Passion du Chocolat!

Olhem que lindezas de laços, feitos manualmente!!! É de uma delicadeza essas fitas gente. A coisa mais linda! A pituca ficou variando cada dia com um. Obrigada Embaraço por deixar minha pequena tão feliz e mais linda!


Olha esse presente super prático! Você trabalha para um blog e vai em um resort, você terá que usar muito o seu celular. E o que pode ser melhor do que um botão de apoio no celular? Ele me ajudou a ter mais segurança usando o celular com uma mão só (pra mãe solo isso é ainda mais constante), me ajudou a fazer lives porque mantém o celular em pé sozinho e ainda pude colocá-lo no carro como suporte com o clipe que vem junto com ele. Esse presente é genial!!! Obrigada todas as datas por ter me auxiliado tanto nesse passeio!


Ah Tauá... E vocês... E você Luciana... O que dizer para agradecer vocês todos... Mais pra frente quando finalizar a saga dos textos espero ter conseguido reunir palavras para isso. Um quebra-cabeças (como adivinharam que eu amo quebra-cabeças?), um champagne, e uma cartinha linda de boas vindas, cheia de palavras amorosas. Adoramos cada momento no castelo de vocês, viajamos no tempo e nos sentimos realmente na nobreza. Obrigada!
E a doces Joaninha também nos presenteou com esse delicioso pote de doce de leite cremoso de Araxá! Hum... Comemos rezando!


Banhos tomados, hora de descer para os agitos. De cara tinha o encontro com uma princesa com direito à contação de estória. Dali fomos jantar. Cara... eu achei que o lanche da tarde era sensacional. Mas o que era aquele jantar? Tinha tantas opções que se você fosse fazer todas as combinações sairia de lá em um mês. Minha filha come super bem, graças a Deus. Geralmente comemos juntas, mas no Tauá, se você quiser, tem a opção de deixar seus filhos com os Taualegres e eles cuidam inclusive da alimentação. Existe um buffet específico para os pequetitos, com aquelas comidinhas que eles mais gostam. Claro, tudo balanceado e preparado com carinho pelo chef Sebastião Torres. Ele é o mago do sabor por trás das refeições do Tauá. Em todos os restaurantes tem opções para intolerantes e veganos, é só pedir que vêm as opções para você escolher. E os monitores cuidam de tudo para as crianças durante as refeições também. E para quem vai com bebê tem a baby copa, onde você pode encontrar variados tipos de leite, frutas e sopas. Quando você faz check-in, se você vai com bebê, ganha um cartão que abre a copa. Ela fica fechada ao público.

Tive novamente que ser convencida a sair dali, (você já deve ter percebido o meu prazer pela comida, não?) porque tinha uma peça de teatro e a pequetita é alucinada com teatro. Assistimos à peça e rimos muito, ela ficou encantada. No fim quis abraçar todas as princesas. Quando saímos tinha uma boate logo em frente e caímos na pista de dança. Dançamos muito e fomos dormir tarde, aproveitamos muito já no primeiro dia. Minha filha dormiu no meu colo subindo o elevador, tamanho era o cansaço por ter aproveitado tanto. E aquele era somente o primeiro dia. E eu ali com a barriga já não tão cheia pelas danças, muito cansada e extremamente feliz! Uma das coisas que mais gosto na vida é ver minha filha feliz e antes dela dormir perguntei se ela estava feliz e ela disse: “Muito feliz mamãe, você é maravilhosa!” E me deu um daqueles abraços de mata leão. Fomos dormir num colchão melhor do que o que tenho na minha casa. A noite foi tão agradável que eu não acordei nenhuma vez. Havia meses que isso não acontecia. Minha gratidão ao Tauá estava apenas começando...

Para não ficar muito cansativa a leitura, dividi os textos por dias. O próximo dia conto no próximo texto. Não deixe de ler, porque ainda tem muita coisa legal para você conhecer do Tauá de Araxá. Ele é mesmo um lugar inesquecível! E se você já foi lá, deixe aqui o seu comentário sobre sua experiência nesse resort lindo.

Até a próxima!




Kika Moreira
Empreendedora materna, engenheira por formação, coaching por vocação, fada madrinha de sonhos. Auxilia pessoas a alcançarem seus sonhos e objetivos de forma mais eficaz tornando-as quem precisam ser para atingirem o que desejam transformando seus sonhos em realidade. 
Instagram: @coachkikamoreira

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Pai nasce?

Todos já ouvimos: “A mãe nasce junto com o bebê!”.
E o pai? Nasce? Nasce quando?

A mãe pode até nascer junto com o bebê, mas o pai nasce beeem depois! Diria que muitas vezes o pai é “concebido” no nascimento do filho, e pode levar toda uma gestação (42 semanas) para efetivamente nascer o pai. E tal qual um bebê, esse pai não nasce totalmente pronto, acabado. Ele vai crescendo, amadurecendo e aprendendo aos poucos, acredito que uma vida inteira.

Acho que o intervalo entre minha “concepção” quanto pai e meu nascimento foi o de uma gestação normal. Fui concebido numa “pelada de quarta” cerca de um mês antes da chegada da minha pequenina e fui nascer, como pai, quando ela já tinha uns sete meses. Minha esposa já estava de oito meses de gestação, já tínhamos optado por tentar um parto  natural, possivelmente domiciliar, como foi, e em numa quarta-feira machuquei os dois joelhos numa dividida. Nada muito grave, mas o suficiente para despertar minha atenção para as mudanças que viriam, como por exemplo: “se eu me machucar sério, como eu vou acompanhar / participar no parto?”. Foi preciso este evento futebolístico para eu começar a realmente entender que haveriam mudanças. E olhe que minha esposa já tinha me inserido ao universo da maternidade / paternidade, com direito às rodas de gestantes (que recomendo).

O meu “nascimento” quanto pai é mais difícil de precisar (já não participava mais da pelada), mas acredito que se deu num momento que eu consegui perceber a complexidade que é o cuidado de uma criança, a referência e influência que sou para ela, e o pai que almejo ser. Foi um momento em que a duras penas, principalmente da minha esposa, comecei minimamente a ir além das fraldas, banhos, etc, e comecei a tentar participar mais do planejamento da casa, das rotinas diárias (compras, lavagem de roupas, etc).  Esse longo período foi necessário para eu ser mais que o Felipe, ser também o pai da Amora. Para eu entender que a vida como concebia antes tinha mudado efetivamente: as minhas prioridades,  minha relação com meus pais, amigos, esposa e com o mundo. Essa mudança não foi fácil e acredito que não seja fácil para ninguém pois a gente tem que se desapegar do que a gente foi, e essa é a parte difícil. Agente sente saudade de nós mesmos, do que fazíamos. Eu, por exemplo, sinto saudade do futebol, do trombone, de acordar domingo às 9h...


Acredito que cada pai tem seu tempo de gestação que vai depender muito de como cada um se entende no mundo e de como cada pai vai construir e conduzir sua paternidade. Da mesma maneira não acredito que tenha uma maneira mais acertada de ser pai. Toda forma de amor vale! E o que se tem ao final é a construção do que idealizamos no nosso imaginário do que é ser pai. Minha idealização de pai é de ser melhor que o meu pai foi e é pra mim (mesmo que isso seja difícil), porque acredito que estamos aqui para evoluir, sempre.

E você? Quanto tempo levou para nascer, pai?
Sejam bem vindos! Essa é a coluna Eu, pai.








Felipe Cabral
Biólogo de formação, gestor de projetos, pai da Amora, marido da Rubya, entusiasta do carnaval e palpiteiro de plantão. Gestor de um grande projeto em constante construção, a paternidade!
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Colorindo a vida do bebê


Cá entre nós: o quarto do nosso bebê é a materialização dos nossos sonhos. Estamos, afinal, preparando o quarto de uma pessoinha que sequer nasceu e sobre a qual não sabemos nada. E por se tratar de um sonho para a maioria das pessoas, é um ambiente pensado com minucia e cautela, durante um processo cheio de dúvidas e expectativas.

Uma dúvida muito recorrente, sobretudo ente os papais e mamães de primeira viagem, é sobre a paleta de cores a ser escolhida para pintar aquele mundinho que começa a existir. No passado, era comum se apegar a única informação disponível sobre o bebê – o sexo – e fazer uma escolha considerada óbvia: rosa para menina e azul para menino. Associar cor à gênero, no entanto, já ficou obsoleto. E isso é maravilhoso. As possibilidades hoje são infinitas. O mercado está extremamente diversificado – em termos de tintas, mobiliários, adornos e demais complementos. E as tendências convidam à diversificação.

Encontra-se em alta, por exemplo, traduzir o sentimento de estar à espera de um príncipe ou uma princesa, em um quarto com inspirações vindas da realeza. Geralmente, são ambientes com uma base branca ou bege, mas com forte presença do dourado ou prateado. Um clássico, digno de um bebê real, independe do gênero.

Outro hit na decoração atual é o estilo escandinavo, que têm aparecido com frequência nos quartos de bebê, exatamente por privilegiar os tons pastel, como bege, off-white, nude e tons naturais de madeira. E por falar em madeira, vale uma menção especial aos protagonistas dos quartinhos: os berços. Podem observar: os berços de madeira voltaram com tudo, trazendo aconchego e muitas memórias afetivas para o ambiente.

Se a ideia for combinar cores, não trabalhamos com limites. Apenas com bom senso. Fugir do óbvio e apostar em combinações como azul com amarelo ou rosa com verde é uma ideia incrível para que o quarto seja único e personalizado.

Mas atenção, estamos falando de um quarto de bebê, então é importante que as combinações de tonalidades sejam suaves e que haja sempre uma base neutra. Outro cuidado, é sobre evitar escolher elementos que sejam muito exclusivos do universo de um recém nascido, afinal, brevemente aquele ambiente será transformado no quarto de uma criança.


No mais, é só soltar a imaginação e escolher com muito amor e carinho aquelas cores que, vejam bem a importância disso, serão as primeiras a serem reconhecida por seu bebê. 
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Ao Papai Pombo e ao Papai Gorila


A natureza aprendeu e aperfeiçoou diversas formas de ser pai. E nenhuma destas receitas é melhor ou mais nobre. Nenhuma menos admirável. O Papai Zangão, por exemplo, nasce de um ovo não fecundado e sua quase exclusiva tarefa é fecundar a Rainha, dando início a uma nova colmeia. O Papai Louva-a-deus serve de alimento para a futura mamãe, logo após a cópula, aumentando suas chances de sobreviver durante a gestação. Há um verme marinho, chamado Osedax, cujos machos vivem em grupos dentro do corpo das fêmeas, dividindo a responsabilidade da fecundação. O Papai Pinguim Imperador choca sozinho o único ovo do casal, enfrentando temperaturas de -40ºC e ventos de 200 km/h, durante 65 dias, sem comer, sem deixar o ovo tocar no chão. O Papai Pombo divide com a mamãe a tarefa de chocar os ovos. O Papai Cavalo Marinho é quem cuida da gestação propriamente dita, guardando e fecundando os óvulos da fêmea dentro de uma bolsa incubadora no seu abdômen. O Gorila é um pai que não cuida das necessidades diárias dos filhotes, mas é extremamente protecionista e preocupado coma socialização dos mais jovens. Há até uma espécie de pássaro no Ártico, o Falaropos, onde são as fêmeas que lutam entre si por território, pela posse dos machos e são os Papais que cuidam exclusivamente dos filhotes.
Nós, o poderoso e complexo Homo Sapiens, somos talvez a única espécie capaz de produzir diversas estratégias diferentes de paternidade. Nosso papel nas famílias estará sempre aberto a ser aperfeiçoado e cada lar pode ter um Papai diferente. Eu digo isso, neste primeiro texto, porque frequentemente nós vamos abordar este tão falado “Papai Moderno”. Este Pai participativo, que não se coloca em posição privilegiada em relação à Mamãe, quando se trata de cuidar dos próprios filhos. E então, muitos dos Pais que não se consideram membros desse grupo tão prestigiado, tão elogiado, podem se sentir diminuídos em sua importância ou compreensivamente defensivos, desqualificando esse “Super Pai” da internet como uma modinha, um meme de uma geração amolecida.
As pessoas são todas diferentes e as experiências que colecionamos no contato com elas são igualmente diversas. Por isso, existem enumeras formas de se tornar uma referência positiva para nossas crianças, seja como um Papai Pombo, seja como um Papai Gorila. Eu não posso deixar de usar o exemplo do meu próprio pai, que nem de longe se enquadraria nesta categoria do Pai Moderno, mas sem dúvida é meu herói. Mesmo como filho mais velho, não me lembro dele trocando fraldas ou dando banho nos pequenos, mas me lembro de que todos os dias ele fazia o café da manhã, num gesto rotineiro de cuidado silencioso. Ele nunca sentava no chão da sala, inventando brincadeiras conosco, porque sempre trabalhava em turnos estendidos, para nos tirar de uma condição financeira desfavorável e suportar minha mãe quando teve sua saúde debilitada. Era um trabalho fisicamente muito exigente e muito perigoso, diversas vezes ele se machucou, algumas vezes gravemente e em uma das vezes de forma definitiva e irreversível. Ele nunca foi a um evento importante da minha escola ou a algum campeonato esportivo, mas foi meu acompanhante irredutível em todas as muitas cirurgias a que me submeti. Mesmo hoje, quando estou perto dos 40 anos, é com ele que eu fico de papo na sala de espera, é ele um dos primeiros que eu vejo quando acordo da anestesia e é ele quem me leva pra casa.
Meu pai não era de oferecer carinho com as mãos ou com palavras, mas ele tem até hoje um jeito muito particular de fazer a mesma coisa: Ele fica atento para descobrir determinado doce ou determinada bebida, pelos quais eu me interesse, e providencia para que eu os tenha em todas as vezes que a gente se encontra. Isso é desde que eu me lembro. Também nunca o vi perder a paciência, nem quando teve todo o direito de perder. Nunca pôde me ajudar com os deveres de casa, mas me ensinou lições que hoje servem de cabide, onde eu penduro absolutamente tudo o mais que eu aprendo. Ensinou-me a dar valor ao trabalho e nunca desejar aquilo que não tenha sido um resultado direto desse trabalho. Quando meus garotos forem adultos, quero que eles se lembrem de mim do jeito que hoje eu vejo meu pai.


Portanto, não importa se você tem a habilidade, a paciência, o tempo ou a desenvoltura que as outras pessoas acham adequados. Não importa se tem ou não os conhecimentos, ou o exemplo pregresso de um pai presente. O importante é que tenha a consciência de que esta oferecendo o seu melhor e que se esforce para melhorar a cada dia. Sinta orgulho e cumpra essa missão com diligência e carinho. Procure todo dia novas formas de ser um Pai, faça a tua própria receita. E aí um dia você finalmente vai ser um daqueles heróis que a gente fantasiava ser nas brincadeiras de faz de conta, quando a vida era simples e éramos apenas filhos.
Eu não sou um especialista. Longe disso. Talvez eu esteja mais perdido que você. Muito provavelmente eu aprenderei muito mais com os comentários dos Papais de segunda e terceira viagem do que vocês aprenderão com meus textos nessa coluna. Então, que tal nos dar a chance de conversar sobre nossos medos e nossas vitórias? Que tal aproveitarmos esta rara oportunidade de nos expressar como homens e como pais? A casa é nossa! Bem vindos à coluna Pai em Construção.





Carlos Resende
Engenheiro, tecnologista de materiais para construção, sou marido da Josy, padrasto do Bruno e Pai do Heitor. Todas estas funções me pegaram de surpresa e tive que me virar para fazer jus a cada uma delas. Principalmente esta última. Cara! Como é difícil esse negócio de ser Pai! Não posso dizer que não sabia, mas posso dizer que tem muita coisa que ainda não sei sobre isso. Mas eu vou acabar aprendendo, uma por uma, todas as manhas dessa profissão / sacerdócio / vício / pesada... E aí conto elas aqui. Por falar nisso, que legal esse espaço, não é? Finalmente um lugar para os Papais, entre tantos lugares para as Mamães. A gente se vê por aí!

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